Educação de São Gonçalo mantém estado de greve após assembleia

A direção do Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ) núcleo São Gonçalo realizou uma assembleia e após o encontro online foi decidido que a categoria continuará em estado de greve. O grupo conversou também sobre os descontos que os profissionais estão recebendo por conta da paralisação que aconteceu entre maio e junho, além de denunciar o descumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), convocação dos concursados aprovados em 2016 e melhores condições de trabalho.

De acordo com nota o Sepe-SG informou que aprovou as seguintes deliberações: será mantido o estado de greve e não houve proposta de continuidade de reduções e paralisações, será intensificada a campanha para denunciar o descumprimento do TAC, será feita uma carta à população além do uso de carro de som e outdoors, além de ter sido marcada outra assembleia para o próximo dia 18 às 15h.

A coordenadora do Sepe-SG, Maria do Nascimento, explicou que a ‘Greve pela Vida’, que tinha sido iniciada em janeiro, terminou em março. Mas em maio a categoria entrou em greve por conta do TAC, onde ficou acordado entre sindicato e prefeitura, através do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que a administração municipal iria corrigir as perdas salariais da categoria, que trabalha e recebe o piso salarial de 2017, por falta da correção.

“Essa correção não aconteceria de uma única vez e ficou acordado que seria de forma parcelada para que os professores tenham o piso nacional acertado. Eles alegam que na pandemia não podem dar aumento, mas isso não é aumento. Estamos falando de uma correção. O sindicato vem tentando frequentes reuniões mas não somos recebidos”, frisou Maria.

Além disso estava prevista a convocação de 252 professores aprovados no concurso de 2016, op que não aconteceu. “Estamos com uma falta grande de professores. Se as aulas começassem em agosto muitas crianças teriam que ficar em casa por falta de professores”, garantiu a coordenadora.

Além da assembleia aconteceu um encontro da direção colegiada do Sepe-SG com representantes da Prefeitura de São Gonçalo para denunciar os descontos de salários dos profissionais que aderiram ao movimento. De acordo com o sindicato foi informado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e ao jurídico, que peticionou à ação do TAC. Ficou mantida a orientação para que a categoria, que teve descontos e registros na vida funcional referente ao movimento de greve, envie essas comprovações para o email sepesg@hotmail.com para as devidas providências.

A Prefeitura de São Gonçalo e o MPRJ ainda não se posicionaram sobre o assunto.

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