ECMO: Entenda a terapia iniciada no Paulo Gustavo

Com uma piora no estado de saúde, o ator Paulo Gustavo terá que iniciar uma terapia de Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO). O comunicado foi feito na noite da última sexta-feira (2) pela assessoria do humorista que reproduziu a nota da equipe médica.

 A médica epidemiologista do SUS, Ana Sodré, explica que o paciente só pode ficar entubado por 14 dias, após isso, começam a surgir outros problemas de saúde.

“A intubação ela é um método invasivo,  que é quando invadimos o corpo do paciente, nesse caso, para fornecer oxigênio. Esse procedimento é feito por um cateter ou com uma máscara acoplada. No caso da intubação, só deixamos o paciente por até 14 dias, porque após isso, podem surgir lesões”

Ela explica que um tubo flexível é inserido até a traqueia e acoplado a um respirador. Um balão fica insuflado para vedar a traqueia. Que é quando acontece a introdução do ar. Aquele lugar onde está o balão, pode acontecer uma isquemia que é uma lesão ali na região, que pode causar uma estenose da traqueia, nada mais é do que um estreitamento traqueal, dificultando a passagem de ar aos pulmões.

“Tentamos ao máximo manter o paciente intubado nesse período, mas após isso, se o paciente precisa continuar intubado, isso vai causar lesões no local”, explica Ana.

A epidemiologista, Ana Sodré, diz que, dado os procedimentos utilizados, a situação do Paulo Gustavo é grave

A doutora Ana explica que esse tratamento funciona como pulmões e coração artificiais.

“ECMO é uma máquina acoplada ao paciente que está com infecção grave, onde o pulmão e o coração não funcionam corretamente mesmo com o uso do ventilador mecânico. Após os 14 dias, se o paciente continuar com a necessidade de ajuda para respirar, ele é extubado e um cateter é acoplado aos vasos sanguíneos antes que ele chegue ao coração. Esse sangue entra na máquina, é oxigenado e devolve o sangue ao corpo. É uma terapia de substituição na função de troca de oxigênio que o pulmão faz. Assim a gente consegue deixar o pulmão descansar até precisar que ele trabalhe novamente”, explica Ana.

O médico anestesista Rodrigo Lopes Azaf, explica que não é um procedimento simples. “Todo procedimento médico nesses casos de intubação, são complexos. Os riscos são de sangramento durante a manutenção da ECMO, trombose do sangue durante o trajeto, e infecção”, alertou o especialista.

Rodrigo também explica que, por ser um procedimento complexo e invasivo, sua principal indicação é para pacientes jovens com lesão pulmonar grave. E é um tratamento longo. Os pacientes costumam ficar pelo menos 15 dias nesse suporte.

Nota da equipe médica que está cuidando do Paulo Gustavo:

“Optamos pelo início da terapia coadjuvante com ECMO, com o objetivo de permitir uma melhor recuperação da função pulmonar. Após o agravamento ocorrido, a situação permanece estável nas últimas horas.”

Paulo Gustavo foi internado com sintomas mais graves da doença, no dia 13 de março, e está em tratamento através da ventilação mecânica desde o dia 21 de março.

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