É preciso encontrar e definir causas e locais de infecção

É preciso encontrar e definir causas e locais de infecção

Muitos órgãos municipais estão trabalhando intensamente e com muita eficiência no combate ao coronavírus. Mas nem todos os amplos recursos humanos municipais estão sendo alistados ou alinhados nesta guerra. Assim como também há omissões de organizações municipais e até comunitárias, dedicadas às atividades de benemerência, esportivas, culturais, religiosas e tantas outras, que poderiam ser mobilizadas para cuidadosa e protegida atuação solidária.

As prefeituras precisam de ajuda mas precisam entender o dever inerente a elas de atuarem como planejadoras, indicadoras e coordenadoras de todas as ações pelo bem público, detectando problemas, imaginando soluções e compartilhando ações com quem quer colaborar como efetivos agentes da solidariedade coletiva.

Nesta guerra as Prefeituras precisam de braços voluntários, inclusive convocando para ações de defesa o seu vasto aparelho policial e deslocar para novas missões até os guardadores e rebocadores de automóveis.

A busca do perigo

As campanhas educativas não devem ser atos isolados. Precisam de um complemento como acontece contra o uso de bebidas alcoólicas com o simultâneo ato de dirigir.

Precisamos de um estado de alerta mais prático no combate às condições de transmissão no vírus.

Os conglomerados urbanos, de muita concentração de pessoas, e domicílios precários com grande número de moradores, em situação de baixo nível de alimentação, e nenhum acesso à assistência e à orientação médica, devem ser os primeiros alvos.

As grandes concentrações de pessoas em festas, sem respeito às normas sanitárias, precisam ser desfeitas, mesmo sendo necessários inofensivos e humilhantes jatos de água. Não de bombas de lacrimogênio.

Os agentes municipais precisam estar nas ruas, abordando quem não está usando máscaras e, quando necessário, fornecendo água, sabão e álcool gel.

Não é tempo de blá-blá. É tempo de estar acordado vigiando e combatendo o inimigo

Vida fácil

Excluídos alguns nomes de brasileiros que não mais residem por aqui, o homem mais rico do Brasil tem uma fortuna de US$ 11,5 bilhões – quase R$ 60 bilhões – o que daria para sustentar, todos os marajás, barnabés e manter todos os serviços de uma cidade como Niterói durante 20 anos.

Na lista em que o menos afortunado acumulou US$ 5,4 bilhões estão um sócio de cervejaria, um dono de rede de hospitais, herdeiros de um banqueiro e herdeira de dono de um plano de saúde e hospital.

Não aparecem políticos, empresários de ônibus, de transporte, de redes de TV ou de educadores.

Quanto às maiores riquezas, residentes ou não em nosso país, a fazem parte da lista 2.755 brasileiros, quando, no ano passado, eram 2.095. Entre estes 660 novos bilionários, onze são do Brasil.

Setores como supermercados e magazines estão na lista principal.

Censo difícil

Fazer um censo de renda ao contrário será difícil no Brasil.

Os números são muito altos quando se busca, pelo menos, contar quantos são os miseráveis ou apenas pobres.

Não pode o governo promover um recenseamento contratando 200 mil pesquisadores quando se sabe que o número de desempregados é superior a 14 milhões, fora o pessoal do Bolsa Família.

Para uma folha com a remuneração de um salário-mínimo, iríamos precisar de uns R$ 168 bilhões, algo em torno de US$ 3 bilhões. Seria tirar um terço da fortuna do homem que logrou o sucesso de liderar a lista da revista Forbes.

Prédios ociosos

A Prefeitura baixou um decreto assumindo o direito de assumir prédios em estado de abandono, para dar-lhes uma destinação social.

A boa medida poderia começar por uma sequência há tempos com exemplos aqui abordados.

O Governo do Estado mantém ociosos prédios gigantes como o do Iaserj e dos edifícios juntos pertencentes ao DER. Quando inaugurou a nova sede da “Imprensa Oficial”, o então governador Sérgio Cabral perguntou ao então Prefeito Jorge Roberto quanto os dois últimos valeriam.

Há décadas, um sobrado já em estilo moderno e inacabado, cuja propriedade era de um oficial militar, que deixou o prédio em testamento legado ao Exército, foi por diversas e seguidas vezes invadido. Como solução, a Prefeitura mobilizou um “exército” para a desocupação e substituiu portas e janelas por alvenaria. Voltou a ser objeto de invasão.

Defronte à entrada do campus da UFF, existe um sobrado interditado há anos, em face do risco de desabamento. Em frente ao Niterói Shopping, há um edifício de 13 andares abandonado há mais de 15 anos. No alto do Morro da Viração, há o “esqueleto” de 300 apartamentos e lojas do projetado Panorama Balneário Hotel.

Um casarão ao lado de um futuro empreendimento imobiliário, ocupado por invasores, a exemplo de outros “cortiços” foi tomado pelas chamas.

A lista é muito grande e tem sido abordada repetitivamente por “A Tribuna”, incluindo até hospitais abandonados.

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