“É hora de fazer uma tratativa para recuperar a cidade”, diz Sadinoel

Wellington Serrano –

Administrando um município que tem R$ 400 milhões de déficit, com um orçamento de R$ 350 milhões, o prefeito de Itaboraí, Dr. Sadinoel (PMB), não desanima e manda um recado para o setor imobiliário: “Vou recuperar a cidade e resgatar os prejuízos que a economia sofreu com a crise nacional”. Segundo ele, dos R$ 2 bilhões que a Petrobras vai aplicar na Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), R$ 800 milhões vão ficar na cidade para investimentos.

As dívidas chegam ao ponto de impedir a prestação de serviços básicos na cidade, como o recolhimento do lixo. Mesmo assim o prefeito assume a culpa. “Peço desculpa que o recolhimento de lixo e a varrição estão ruins, mas vou licitar e daqui a uns três meses acredito que vamos começar a melhorar também o asfalto, a botar uma manilha”, concluiu.

Dr. Sadinoel lamenta que R$ 800 milhões sejam pouco para dar qualidade de vida a Itaboraí, mas diz que vai batalhar para conseguir. “Itaboraí tem somente 22% de saneamento básico. Só para se ter uma ideia precisamos de mais de R$ 500 milhões para realizar só o saneamento. Mas vou me reunir com a Cedae, que foi privatizada, para saber de que forma posso solucionar esse problema”, explica.

Muito orgulhoso por ter inaugurado uma escola na semana passada, o prefeito disse que com muito sacrifício está conseguindo impor seu ritmo de gestão e afirma que entre as suas prioridades na Saúde já colocou para funcionar o Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior que, segundo ele, “está funcionando dentro de uma decência razoável”. Ele diz ter incrementado a merenda das escolas. “Sessenta por cento das nossas crianças aqui em Itaboraí comem merenda”, disse.

Dr. Sadinoel afirma que a merenda é um complemento da saúde e vice-versa. “Se a merenda for de qualidade pode ter certeza que as crianças não vão ficar doentes por causa de alimentação. Muitas delas não têm comida em casa”, ressalta o prefeito, que está implantando o contraturno nas escolas com esporte, cultura, lazer e arte.

Para Sadinoel é muito bom ser prefeito de Itaboraí e garantiu que vai trabalhar duro para retribuir o carinho que está recebendo de outros políticos e da população de Itaboraí. Durante a campanha chegou a dizer que faria um governo descentralizado, mas a realidade não tem permitido. “Hoje não dá para pensar em governo descentralizado com folha de pagamento em atraso, com terceirizados sem receber do governo passado há cinco meses. Primeiro temos que regularizar a folha dos servidores, terceirizados, comissionados e efetivos para depois pensar em dar autossuficiência para os oito distritos do município”, afirma o chefe do executivo ao comemorar o pagamento da folha dos servidores realizado na última quarta-feira. “A partir de abril até o dia cinco farei o pagamento”, comprometeu-se.

Entre as suas preocupações constante e meta, Dr. Sadinoel afirma que está a urbanização do Bairro da Reta, na Avenida Cabo de Vasconcelos. Segundo o prefeito, em junho, vai entregar três mil casas para dar outra cara ao local. “Vamos dar moradia descente para o nosso povo com esporte, cultura, lazer e, principalmente, com a presença do município e do estado. O povo da Reta é maravilhoso”, afirma.

Sobre a Segurança, Dr. Sadinoel ressalta que ultimamente os problemas do entorno estão dando muito mais trabalho. “O grande problema não é a violência pontual de Itaboraí. Basta pegar a BR-101 num sábado e domingo que tem arrastão. Em São Gonçalo num outro dia mataram quatro chefes de família. Então aqui, no município, vou construir escolas e não presídios”, esclarece.

No Esporte, Cultura e Lazer, o prefeito afirma que mantém a Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres aberta, com a parceria com o Iphan, e diz que vai reformar o Teatro João Caetano. “Temos um bom secretário de Esporte, Cultura e Lazer, que é o Fernandão (Fernando Ávila). E junto a outros secretários ele está dando um show”, comenta o prefeito ao falar da integração das secretarias e dos jogos escolares que serão implantados no ano que vem.

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