Dupla é presa suspeita de integrar quadrilha de milicianos em Itaboraí

Pedro Conforte –

Dois homens apontados por integrar a milícia que atua em Itaboraí foram presos ontem em uma ação da Polícia Civil. Moisés dos Santos Pinheiros, de 24 anos, foi encontrado ferido e confessou que participou da troca de tiros com policiais militares na quarta-feira, quando um homem foi baleado e preso. O segundo preso, Mateus Cardozo de Oliveira, de 23 anos, era procurado desde julho quando Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) deflagrou uma operação para desarticular a milícia que atuava na cidade. Desde então, pelo menos 50 pessoas já foram presas por envolvimento com a quadrilha, mas ainda faltam pelo menos 10 que são procurados.

De acordo com a Polícia Civil, Moisés, conhecido como Mão, é braço direito e cunhado de Adriano da Silva Conceição, o Mutante, atual líder da milícia que atua em Itaboraí. Contra Mão havia um mandado de prisão em aberto por roubo e ele foi encontrado no bairro São Joaquim. Segundo agentes, ele confessou que participou do confronto no bairro Porto das Caixas. Um homem, conhecido como Velho do Rio, foi baleado durante troca de tiros com agentes do 35° BPM (Itaboraí). Moisés conseguiu fugir do cerco, junto com outro comparsa.

Já Mateus, conhecido como Piriquito, era procurado por dois mandados de prisão (organização criminosa e homicídio) e, de acordo com a Polícia, ele teria um perfil sanguinário e era responsável por cobranças, assassinatos e fazer a escolta armada das lideranças da organização. Com ele os agentes apreenderam uma pistola, munições e roupas camufladas. Mateus foi preso em casa, no bairro Joaquim de Oliveira.

As investigações da Divisão de Homicídios apontam que ambos os bairros, Joaquim de Oliveira e São Joaquim, eram usados como ‘dormitórios’ dos milicianos, pois em ambas as localidades não há atividades criminosas. Eles dormem nesses bairros e realizavam suas ‘atividades’ nos bairros Visconde de Itaboraí, Porto das Caixas, Nancilândia e Areal. A Polícia aponta também que a quadrilha ficou fragmentada desde julho, quando dezenas de integrantes foram presos na operação Salvator.
A quadrilha é investigada desde o início do ano por vários casos de homicídio, tortura, extorsão e desaparecimento de 50 pessoas. De acordo com o Ministério Público, a milícia foi implantada em Itaboraí como uma “franquia” do grupo liderado por Orlando Curicica na zona oeste do Rio.

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