Duas em cada 10 pessoas entraram no vermelho após compras de fim de ano

Raquel Morais

Em época de final de ano os consumidores ousam nas compras: comidas, presentes e artigos de decoração são apenas alguns exemplos. Mas quando o consumismo extrapola as condições financeiras a situação tende a se agravar. Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que duas em cada 10 pessoas ficaram com nome sujo por excesso de compras no Natal de 2015.

Essa estatística representou 19,4% dos entrevistados e visando reduzir os dados no Natal desse ano as entidades disponibilizaram um teste para descobrir quais consumidores são organizados ou não. A avaliação está disponível no site . A empresária Rafaeli Novaes, de 31 anos, gostou da medida.

“Acho boa qualquer ideia para conscientizar os clientes. Por diversas vezes clientes querem levar o produto e pagar depois e usam desculpas como costureira, estacionamento caro e o esquecimento da carteira em casa para tentar sair da loja com algum item e acertar depois”, explicou a comerciante que não aceita pagamento em cheque de pessoas estranhas. “Somente amigos e clientes antigos podem pagar dessa forma”, completou.

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, comentou a iniciativa do órgão. “O Natal é um período de confraternização em que todos querem presentear a quem ama, celebrar as conquistas alcançadas e desejar votos de um próximo ano melhor. O alerta é não se empolgar com o clima de consumismo e ficar atento as limitações do bolso. O objetivo do teste é provocar uma reflexão nos consumidores para que identifiquem seu perfil e passem a consumir de forma adequada nesta data”, reforçou.

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