Dos desenhos animados ao tráfico de drogas: saiba quem era Hello Kitty

Nem sempre Hello Kitty, morta em operação policial nesta sexta-feira (16), esteve imersa no universo do crime. Ainda na adolescência, a então menina Rayane, frequentava uma igreja evangélica perto de onde morava com a família, no Morro da Ilha da Conceição, Região Central de Niterói. A jovem costumava a se apresentar cantando músicas gospel, no templo. Tudo mudou quando ela conheceu um rapaz, que era ligado ao crime organizado na região.

Quando jovem, Rayane costumava cantar em igreja evangélica – Foto: Reprodução

Rayane chegou a se envolver amorosamente com o criminoso que, tempos depois, teria fugido para Minas Gerais, onde acabou morrendo em um tiroteio. Já envolvida com o crime, a jovem se abrigou na Comunidade do Sabão, também em Niterói. Isto serviu como ponte para que ela entrasse para o “Bonde do Vinte Anos”, que controlava o tráfico na Nova Grécia, em São Gonçalo. Lá, ela passou atender pelo apelido “Hello Kitty”, fazendo referência à personagem de desenhos animados.

Na época, ela ingressou na traficante Amigos dos Amigos (ADA), de Vinte Anos. Entre o final de 2019 e começo de 2020, com a perda de terreno da ADA para o Terceiro Comando Puro (TCP), o grupo criminoso decidiu se aliar ao Comando Vermelho, de Rabicó. Hello Kitty se tornou uma das pessoas de maior confiança do traficante. Relatos circularam, no ano passado, de que ambos teriam um envolvimento amoroso, mas a polícia nunca confirmou a informação.

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