Dornelles pensa em abandonar a política após deixar o governo

Após transmitir o cargo e a faixa ao governador Wilson Witzel e deixar o Palácio Guanabara, ao descer a escadaria, Francisco Dornelles, que era governador em exercício desde a prisão de Luiz Fernando Pezão, em 29 de novembro, disse que pensa em abandonar a política. Afirmou que o momento agora é do novo chefe do Executivo. No discurso de despedida, lembrou que Pezão conseguiu a adesão do Estado do Refis.

“Política é momento, e o momento é a posse do Witzel. Eu acredito que fará uma boa administração. Mais pra frente pensará sobre a possibilidade”, disse, sobre deixar a vida pública.

Com 83 anos (vai completar 84 no próximo dia 7), ele chegou a ser governador em exercício entre 28 de março e 31 de outubro de 2016, devido a afastamento de Pezão por motivos de saúde. Na ocasião, chegou a decretar estado de calamidade financeira pela primeira vez na história do Rio.
No discurso de despedida, no salão nobre do Palácio Guanabara, lembrou a crise enfrentada pelo estado.

“O Rio de Janeiro perdeu nos últimos anos, uma crise sem precedentes. A diminuição dos investimentos da Petrobras, o recuo no preço do petróleo e a recessão econômica, provocaram queda de arrecadação. Receitas foram sequestradas pela União credora, que não compreendia, que as dificuldades do estado do Rio eram fruto de uma gestão financeira errada. A tecnocracia federal dava mais importância aso números que a vida das pessoas. O Estado ficou sem condições de pagar servidores”, recordou.

Dornelles lembrou ainda que assinatura do Refis, no final do ano passado, garantiu os recursos para botar em dia os salários do funcionalismo.

“Pezão foi enorme parceiro. Conseguiu com grande esforço assinar o Refis, facilitando a abertura de crédito e pagar o funcionalismo”, citou.

Francisco Dornelles já foi deputado federal por quatro mandatos, ministro da Indústria e Comércio e do Trabalho no governo de Fernando Henrique Cardoso, senador e depois vice na chapa de Pezão.

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