DOM JOSÉ FRANCISCO REZENDE DIAS – FELIZ SEMANA DAS MÃES

Completaram-se os dias para o parto. Ela deu à luz um filho primogênito e o deitou numa manjedoura. Não havia lugar para eles no cômodo” (Lc 2,6).

Noite fria. Um jovem casal procura um abrigo. A esposa grávida havia se deslocado por 150 quilômetros.

Mas na cidade não havia lugar para eles: o máximo que conseguiram foi um estábulo. Sempre se oferece a melhor xícara, a melhor cama, a melhor roupa de cama. Lá, não foi assim.

Não havia lugar para eles no cômodo.

Naquela época, as casas eram precárias: só tinham um único cômodo que servia de quarto, despensa, cozinha. Ao anoitecer, ali mesmo se estendiam as esteiras.

Ao lado desse cômodo, outro compartimento menor, sem grande privacidade, era usado como depósito de mantimentos e ferramentas, só um pequeno paiol sem janelas: esse foi o lugar que “não havia” para eles.

Um paiol sem janelas já seria luxo. Numa estrebaria, eles não seriam estorvo nem colocariam em risco os moradores da casa. Os três aprenderam cedo a serem solidários em sua solidão e atenciosos em sua precariedade.

A hospedaria, que não houve, marcou para sempre o menino. Foi pobre entre todos, solidário com todos. Dizem que os humanos não são capazes de dar o que não receberam. Será?

No Dia das Mães pensei naquela Mãe para quem não houve lugar.

Que isso jamais aconteça às mães. Que no mundo sempre haja lugar para elas. Sem elas não há presente nem futuro.

Feliz Semana das Mães para todas as mães. Um dia só é muito pouco!

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