Dom José Francisco Rezende Dias: As surpresas do centurião

Quando surgem opiniões díspares sobre certos “enroscos” da vida de fé, a solução mais direta será sempre perguntar a Jesus o que ele faria e como faria, naquele lugar.

Mas, quem perguntar, esteja aberto para ouvir. Dizer que Jesus é surpreendente não diz muito: ele é A surpresa. Foi assim com o centurião romano e com Zaqueu.

Imaginem João Batista encontrando Zaqueu! A palavra estaria na ponta da língua: “Raça de víboras! O machado está no pé da árvore: se ela não der fruto será cortada e jogada ao fogo”.

Já o estilo de Jesus é completamente outro: “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido!” O objetivo da sua existência é ser portador de saúde e salvação. Observem o caso do centurião romano de Cafarnaum.

Na hierarquia militar romana, o centurião ocupava o sexto lugar na cadeia de comando. Nos quesitos disciplina e imposição da ordem, sua palavra era prontamente obedecida pelos comandados. Talvez fosse o homem de maior poder em Cafarnaum – tanto que não achou conveniente receber um homem da paz em sua casa.

Quando Jesus se aproxima, ele se adianta e pronuncia as palavras que, até hoje, repetimos antes da comunhão: “Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada”. Ele mesmo completa: “Uma palavra será suficiente para curar o meu servo!” Perplexo, Jesus afirma que nunca encontrou tamanha fé como aquela. Atônitos, perguntaram: Mas num centurião? Sim, num centurião. Aliás, um homem bom, que amava a nação, segundo informações colhidas.

Quem seria, hoje, aquele centurião? Diante de quem ficaríamos surpresos pela fé irradiante? Por quem Jesus faria maravilhas, antes de nós?

Parece que aquele centurião nos previne sobre os preconceitos de gente salva diante do inesperado que virá!

De uma coisa estejamos certos: surpresas virão!

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