Dólar fechou em alta por R$ 5,2604

O dólar até fechou em alta na terça-feira (09), mas chegou ao fim da sessão em tom mais fraco e longe das máximas do dia, com operadores reduzindo a demanda pela moeda norte-americana na esteira da melhora do sentimento externo e após interpretações de que os juros no Brasil poderão subir ainda mais, provendo assim um escudo mais forte para a taxa de câmbio. O dólar à vista terminou em leve alta de 0,12%, a R$ 5,2604.

Ficou, assim, distante do pico intradiário, quando bateu R$ 5,291 (+0,7%). Na mínima, a cotação registrou variação negativa de 0,05%, a R$ 5,2514. Uma cesta de moedas emergentes chegou ao fim da tarde em ligeiro ganho de 0,05%, após cair quase 0,2% na mínima de mais cedo. Outra evidência do clima melhor entre os investidores, as bolsas de valores de Nova York tinham firmes altas, tomando fôlego em relação a mais cedo.

O foco dos mercados está em dados de inflação nos Estados Unidos a serem divulgados nesta semana, mas enquanto isso o “trade” positivo com emergentes prossegue, a despeito das incertezas sobre as altas de juros em países desenvolvidos — que poderiam reduzir a atratividade de moedas como o real.

Nesse sentido, o câmbio encontrou algum suporte no entendimento de operadores, baseado na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), de que o Banco Central poderia elevar mais os juros no Brasil, possivelmente acima de 12%, ante os atuais 10,75%.

O juro implícito em contratos a termo de real para um ano subiu a 11,7% anuais nesta terça, contra mínima recente de 11,36%.

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