Doação de medula é tema de campanha em Niterói

Durante todo o sábado (27) quem mora na Região Oceânica e tem a vontade de ajudar terá uma oportunidade única, isto porque voluntários da ONG Davida Samaritanos estarão recebendo pessoas interessadas em se cadastrar para serem doadores de medula óssea. O evento acontece de 8h às 17 horas no Colégio Paulo Freire, em Itaipu, e contará com palestras de especialistas sobre a importância da doação de medula óssea e de familiares de pessoas que estão à espera de um doador.

Fundadora da ONG Davida Samaritanos, Cristina Morgan lembra da importância das pessoas se aprofundarem sobre o assunto e poderem ampliar o número de pessoas cadastradas no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), banco de dados mantido pelo Instituto Nacional do Câncer e que reúne informações de todos os doadores cadastrados no país.

“É a primeira vez que faremos o cadastramento na Região Oceânica de Niterói, cidade que vem se destacando nacionalmente no incentivo de seus moradores a serem doadores de medula óssea. Nesse dia estaremos recebendo a população para saber um pouco mais do programa, de sua importância e de como é empolgante você ter a possibilidade de salvar a vida de uma outra pessoa”, conta ela, que já viveu a experiência de perder seu filho, vítima de leucemia, e que não conseguiu um doador a tempo.

No evento do Colégio Paulo Freire, o Davida estará recebendo a família da menina Maria Larah, de 5 anos, moradora de Bom Jardim, no Centro Norte do Estado, que luta para conseguir um doador compatível para salvar a sua vida. Também estará no evento Tamayra Martins Rodrigues Meirelles, de 22 anos, moradora do Barreto, em Niterói, que também busca um doador compatível e Raquel Mello, também de Niterói, que recebeu a doação de medula e se curou da leucemia.

Passo a passo para a doação
Após preencher uma ficha com informações pessoais e assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, será retirada uma amostra de sangue para fazer o exame de histocompatibilidade (HLA), que identificará a característica genética do doador.

As informações genéticas, bem como os dados cadastrais, são enviados para o registro do Redome. A partir de então, os registros passam a ser constantemente cruzados com os de quem precisa de transplante. O voluntário recebe uma carteira de doador, com selo do Redome.

O doador só é acionado quando aparecer um paciente com a medula compatível. Por isso, em caso de compatibilidade, novos testes são feitos. Após os exames, se confirmada a compatibilidade, uma nova consulta é realizada ao doador para certificar se ele realmente deseja fazer a doação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 − cinco =