Disputa pela vida: escolha de pacientes para ocupar leitos de UTI pode ser feita por pontos

O Rio de Janeiro estuda o protocolo para escolher quem vai ocupar leitos caso as unidades atinjam capacidade máxima de atendimento. Segundo o secretário estadual de saúde, Edmar Santos, o aumento do número de casos da Covid-19 tem sobrecarregado os hospitais públicos e, em especial, os leitos de terapia intensiva (UTI).

Ele disse que se o número de infecções continuar crescendo, em breve não haverá vagas para todos os pacientes.

“O protocolo está sendo preparado em parceria com o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), a Academia Nacional de Cuidados Paliativos, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, da Sociedade de Terapia Intensiva e a Universidade Federal Fluminense, entre outras instituições”, declarou o secretário.

De acordo com ele, estão sendo consideradas práticas utilizadas em países como Espanha e Estados Unidos. A ideia é evitar o maior número de mortes.

No início do mês de abril o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), disse que se a população não ficasse em casa durante a pandemia do novo coronavírus, o sistema de Saúde ficaria sobrecarregado.

“Vamos ter que escolher quem vive e quem morre e vai ser muito doloroso. Vai ser uma marca muito dura na história do nosso país”, disse Witzel

Witzel alertou que o movimento de circulação das pessoas nas ruas poderia propagar a doença e sobrecarregar o sistema. Ele disse que estava preocupado.

Segundo o secretário Edmar Santos, com o crescimento exponencial de casos e diante da sobrecarga dos leitos de UTI, profissionais de saúde podem ter de tratar aqueles com ‘maior chance de sobreviver’.

“Isso significa fazer escolhas difíceis de acordo com a chance de sucesso de tratamento, considerando a idade do paciente, se esta pessoa tem outras doenças, a gravidade do seu estado e a possibilidade de reverter esse quadro”, afirmou.

Quase mil mortes

A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou na sexta feira (1º) que registrou 10.166 casos confirmados e 926 óbitos por Covid-19 no Estado. Há ainda 311 óbitos em investigação e 146 foram descartados. As mortes foram registradas no Rio de Janeiro – 574; Duque de Caxias – 81; Nova Iguaçu – 38; Niterói – 25; São Gonçalo – 22; São João de Meriti – 18; Mesquita – 13; Volta Redonda – 11; Belford Roxo – 10; Itaboraí – 15; Macaé – 10; Maricá – 9; Petrópolis – 9; Rio das Ostras – 7 e Nilópolis – 6.

Brasil registra mais de 91 mil casos

O Brasil chegou na sexta-feira (1º) a 91.589 pessoas infectadas. Em 24 horas, foram registrados no país 6.209 casos, um aumento de 7% em relação ao total de notificações de quinta-feira (30), quando 85.380 pessoas testaram positivo para o vírus. O número de recuperados é de 38.039, o que corresponde a 41,5% do total de infectados.

De acordo com a atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta sexta-feira (1°), o total de mortes subiu para 6.329. De ontem para hoje, foram registrados 428 novos óbitos, um aumento de 7% em relação à quinta-feira (30), quando foram contabilizados 5.901 falecimentos.

São Paulo se mantém como o epicentro da pandemia no país, com 30.374 casos. O estado também concentra o maior número de falecimentos (2.511). Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 10.166 casos e 921 óbitos.

Com 7.334 casos, Pernambuco aparece em terceiro no número de óbitos, com 603. O Ceará tem 7.879 casos e 505 mortes e o Amazonas registra 5.723 caos e 476 óbitos.

Também foram registradas mortes no Pará (235), Maranhão (204), Bahia (117), Espírito Santo (96), Paraná (89), Minas Gerais (88), Paraíba (67), Rio Grande do Sul (58), Rio Grande do Sul (56), Alagoas (53), Santa Catarina (48), Amapá (37), Distrito Federal (30), Goiás (29), Piauí (24), Acre (19), Rondônia (18), Sergipe (14), Mato Grosso (11), Mato Grosso do Sul (9), Roraima (8) e Tocantins (3).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 + treze =