Discurso de Bolsonaro gera críticas

O presidente Jair Bolsonaro, durante pronunciamento oficial na noite de terça-feira, pediu que as pessoas deixem o isolamento social e questionou o por quê da escolas e comércios estarem fechados. Além disso, ele se referiu a pandemia do novo coronavírus, como gripezinha e resfriadinho. Isso gerou reações de diversas reações e por diversas cidades houve panelaço em protesto.

“Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas”, questionou o presidente em seu pronunciamento, completando que “Devemos sim, voltar à normalidade”.

Bolsonaro aproveitou seu pronunciamento ainda para criticar a imprensa que – segundo ele – espalha a sensação de pavor e causa ‘histeria’ na população. “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro chefe o anúncio de um grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com um clima totalmente diferente do nosso. Um cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhe-se pelo nosso país”.

Logo após o pronunciamento, diversos políticos e técnicos de saúde, criticaram as palavras de Bolsonaro, que vai de encontro com as recomendações da OMS. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi enfático nas críticas: ” Neste momento grave, o País precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população”.

Quem também se pronunciou foi o governador do Rio, Wilson Witzel que divulgou um vídeo onde afirmou que o presidente contraria as determinações da OMS, além de pedir que as pessoas continuem em casa.
Durante o discurso, diversas pessoas foram a janela pelo país para se manifestar contra o atual presidente da república. Em Icaraí, bairro da zona sul de Niterói, foi forte o panelaço, que durou pelo menos 20 minutos. Além de barulho de panelas e apitos, houve gritos de ‘fora Bolsonaro’.

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