Dirigir com faróis desligados já rendeu 400 mil multas

A lei é relativamente nova e, junto ao excesso de velocidade, tem pegado muitos motoristas nas rodovias pelo país. Dirigir com faróis desligados de dia em rodovias é uma infração de natureza média e o motorista pode pagar R$ 85,13 e ainda levar quatro pontos na carteira. A lei que exige os faróis acesos de dia começou a valer em julho de 2016, mas foi suspensa em setembro provisoriamente porque nem todas as pistas estavam sinalizadas, o que deixava os motoristas confusos. Porém, desde outubro do ano passado a lei 13.290/16 voltou a valer em todo o país.

Esse tipo de infração, apesar de poucos meses em vigor, já somou 403.468 notificações em todo o país e figura em terceiro lugar na lista de irregularidades de trânsito registradas em 2016 no sistema Renainf, ligado ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Ano passado foram computadas 19,3 milhões de multas, um aumento de 18% se comparado com 2015. Em 2016 a frota de veículos no país cresceu 3,6%.
Nas rodovias que cortam a região, como a BR-101, por exemplo, ainda é comum ver motoristas dirigindo com os faróis apagados.

Motorista há 15 anos, o dentista Alexandre Pedra, de 42 anos, mora em Niterói e trabalha em uma clínica em Itaboraí. Após tomar uma multa no início do ano, ele aprendeu a andar pelas estradas com as luzes ligadas durante o dia. O hábito agora persiste até mesmo dentro da cidade.

“Fui multado em fevereiro deste ano quando estava indo para a clínica que atendo em Itaboraí, depois de doer o meu bolso aprendi e agora ligo o carro e junto já aciono os faróis, mesmo para ir na padaria”, comenta o motorista.

Velocidade
Os números referentes a excessos de velocidade também tiveram alta ano passado. Em 2016 a alta foi de 22%, somando 14,6 milhões de infrações, ou seja, 76% do total de multas do ano passado.

A multa pelo farol desligado não constava entre as mais frequentes nos últimos anos, mas disparou por causa da vigência da nova lei, sendo a terceira infração mais cometida, depois daquelas ligadas à velocidade excessiva, superando a falta do cinto de segurança para motorista e/ou passageiro, que foi a terceira mais frequente em 2014 e 2015 e terminou em quarto em 2016.

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