Dirigentes e torcedores viram alvos de grande operação da Polícia Civil

Augusto Aguiar

Uma grande operação foi deflagrada, na manhã de sexta-feira, pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e o Ministério Público (MPRJ) contra dirigentes de clubes de futebol do Rio e chefes de torcidas organizadas. De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos quatro Mandados de Prisão Preventiva, 13 de Busca e Apreensão, além de 8 conduções coercitivas. Os mandados foram expedidos pelo juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos.

O objetivo da megaoperação é esclarecer o envolvimento de dirigentes dos clubes cariocas com os chefes das torcidas organizadas. Os policiais foram em vários endereços do Rio e da Região Metropolitana. Dos quatro mandados de prisão, três foram cumpridos até o fim da manhã de sexta-feira. Foram presos Manoel Oliveira Menezes, presidente da Young Flu; Luiz Carlos Torres Júnior, vice-presidente da Young Flu e Ricardo Alexandre Alves, presidente da Força Flu.

Já Anderson Simões, vice-presidente de estádios do Botafogo, foi levado coercitivamente à Cidade da Polícia, para prestar depoimento. Outro conduzido para depoimento foi Alessom Galvão de Souza, da torcida Raça, do Flamengo. Mandados de Busca e Apreensão foram cumpridos nos estádios do Engenhão, em São Januário, Maracanã, e Laranjeiras. O presidente do Fluminense, Pedro Eduardo Silva Abad, e Eurico Brandão, vice-presidente de futebol do Vasco (filho do presidente do clube, Eurico Miranda), também foram alvos de condução coercitiva.

Ao longo das investigações, foi identificada uma relação entre clubes e torcidas organizadas, algumas delas que já haviam sido banidas dos estádios pela Justiça. Apesar disso, líderes dessas organizadas recebiam regularmente ingressos que eram repassados para cambistas e vendidos a preços altos. Ainda segundo a polícia, torcedores banidos dos estádios por incitar a violência também usavam esses ingressos para assistir jogos. Outra ilegalidade cometida pelos clubes é o financiamento de torcidas organizadas já penalizadas com medidas de afastamento. Para o MPRJ, as condutas estariam fomentando a violência nos estádios.

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