Dirigentes da Riopax investigados por receberem vacina contra a Covid

O diretor executivo e o advogado da Assistência Funerária Riopax, são acusados de cometer crime de falsidade ideológica. Os três constam entre os 79 funcionários da empresa que, em ofício enviado à Secretaria municipal de Saúde, informaram ter “contato com cadáveres potencialmente contaminados com a Covid-19” para se vacinarem contra a doença. 

De acordo com o delegado Thales Nogueira, titular da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD), no dia 27 de janeiro aconteceu a vacinação de todos os funcionários no Centro Municipal de Saúde Maria Augusta Estrella, em Vila Isabel.

De acordo com o delegado, o gerente comercial, o diretor-executivo, o advogado e a responsável pelo setor de Recursos Humanos da Riopax foram intimados a prestar esclarecimentos sobre o caso. Além disso documentos e planilhas com o nome dos imunizados foram apreendidas para ajudar a entender se essas pessoas têm contato com os cadáveres contaminados ou se mentiram ao apresentar essa declaração.

A Secretaria municipal de Saúde (SMS) alegou que desde a primeira comunicação com a Riopax, informou que apenas as pessoas que têm contato direto com corpos poderiam ser vacinadas.


“A empresa forneceu uma declaração aos funcionários para apresentação no momento da vacinação. Por se tratar de uma declaração genérica, os profissionais de saúde também solicitaram outras informações no momento do preenchimento da ficha. Quando foi notado que profissionais administrativos estavam buscando a unidade, foi realizado novo contato com a empresa para alinhamento e esclarecimento sobre os grupos prioritários da campanha. Tão logo foi constatado que a empresa não estava cumprindo a orientação dos grupos prioritários, a equipe da unidade interrompeu a vacinação desses funcionários”, explicou a SMS, em nota.

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