Diretora de escola infantil é morta a tiros em São Gonçalo

Quando chamaram pelo seu nome, Rosemary de Souza Pinto, de 52 anos, nunca imaginaria que seria friamente executada. Ela foi morta com dois tiros, em frente a escola de ensino fundamental onde é proprietária e diretora, no Marambaia em São Gonçalo. Ela chegou a ser socorrida mas não resistiu aos ferimentos. Uma das suspeitas é que Rosemary possa ter sido morta a mando do tráfico local, que insistia em atuar próximo a escola a contragosto dela.

Testemunhas relataram que Rosemary chegou pouco antes das 8 horas nA Escola de Ensino Fundamental – na Rua Liberdade – e chamou a vizinha para fazer uma oração matinal. Enquanto esperava, dois homens (em uma moto) chamaram pelo seu nome; não houve tempo nem de responder. Ao olhar para a dupla, o homem que estava na garuba atirou contra Rosema. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), mas não resistiu aos ferimentos.

A filha de Rosemary também estava na escola no momento do homicídio. O clima entre familiares, amigos e funcionários do colégio era de comoção. Um aviso comunicando o fechamento da escola foi colocada na porta. Segundo familiares, ela era uma pessoa muito boa, trabalhadora e foi responsável pela formação de dezenas de jovens.

“Essa escola era o sonho dela, ela era muito trabalhadora, empenhada. Ela morava aqui no Marambaia, mas foi assaltada quatro vezes, por isso resolveu se mudar para Niterói, só que seu trabalho continuava aqui. Diferente das outras quatro vezes que conseguiu sair ilesa, dessa vez, não teve jeito. Ela não tinha nenhum inimigo, não desconfio de ninguém”, contou José Silva Araujo, de 33 anos, subrinho de Rosemary, que a socorreu.

A Polícia Civil esteve no local, realizou uma perícia e ouviu testemunhas. Um computador foi levado do colégio com as imagens para serem analizadas pela Polícia. Além disso, imagens de câmeras de ruas próximas também foram levadas. “Não podemos afirmar se foi execução ou se foi latrocínio. Estamos recolhendo as imagens para poder apurar”, esclareceu o delegado da DH Gabriel Poiava. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso.

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