Diferença no preço dos medicamentos pode chegar aos 179%

Raquel Morais –

A partir desse domingo os preços dos medicamentos em todas as farmácias do país vão sofrer um reajuste de 2,8%. A variação foi divulgada através da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Niterói não será diferente, mas o consumidor já está tão acostumado com os aumentos nos preços de produtos e serviços que ‘pechinchar’ ainda é a grande sacada para economizar. A diferença entre os preços dos produtos em diferentes farmácias pode chegar aos 179,07%.

Uma pesquisa de preço de 11 medicamentos em três farmácias apontou que a diferença entre os valores pode ser exorbitante, chegando quase aos 200%. Por exemplo, o Glifage de 500mg foi encontrado por R$ 5,99, mas também por R$ 16,40, diferença R$ 10,41 ou 173,78%. Outro caso de disparidade de preços é o Anlodipino 2,5mg, que pode ser comprado por R$ 9,99 até R$ 27,88, diferença 179,07%. Com o Candersatana 8mg, o menor e maior preços encontrados foram R$ 45,99 e R$ 95 respectivamente, diferença de R$ 49,01 ou 106,54% de diferença.

Segundo nota do Sindusfarma a previsão de reajuste máximo para os remédios de uso contínuo, a partir de 31 de março 2018, é de apenas 2,8%, o menor percentual em 11 anos. Segundo o Guia da Farmácia aproximadamente 20 mil itens serão afetados pelo reajuste de preço; somente os medicamentos de alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores determinados pelo governo. Essa medida afeta a todos os brasileiros, principalmente aqueles que necessitam de medicamentos de uso contínuo, que sentem diretamente o aumento do peso.

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