Diferença no litro da gasolina chega a 13% em Niterói

Geovanne Mendes

Pela quinta vez, a Petrobras corta o preço dos combustíveis nas refinarias. A redução começou a valer ontem. Com mais esta redução, a terceira na semana, o preço da gasolina caiu 2% e o diesel, 1,7%. Em Niterói, assim como no resto do país, a notícia foi recebida com alegria pelos motoristas e também pelos proprietários de postos de combustíveis, já que devido a crise econômica que o país vem enfrentando, este ramo é um dos mais atingidos e o que determina o preço de outros produtos, desde o pão que vai a mesa do consumidor, até mesmo no preço cobrado nos fretes pelo país.

Mas nem tudo é festa. Em Niterói, o consumidor deve ficar atento ao preço porque há grande variação. Por exemplo, em um posto que fica em São Francisco, na zona sul, o valor da gasolina é 3,99. Já em posto localizado no bairro do Fonseca, na zona norte da cidade, o valor cobrado é de 3,47 por litro, ou seja, uma diferença de 13,03%. Com o diesel as diferenças também são sensíveis. Enquanto o litro do combustível custa R$ 3,47 em São Francisco, no o preço para o consumidor final é de R$ 2,85, ou seja, uma redução de 17,86%.

Na última sexta a empresa já havia feito uma redução nos preços. O corte no preço do diesel foi de 0,2%, já o preço da gasolina foi reduzido em 0,7%. Para a professora Marli Alves, de 55 anos, o preço dos combustíveis ainda estão altos para o padrão de vida dos brasileiros. Ela acredita que o acumulado dos últimos anos ainda fazem da gasolina brasileira uma das mais caras do mundo.

“Podem até reduzir agora, mas o que já foi aumentado lá atras, anos e mais anos faz com que hoje estejamos nesta situação. Compramos um carro com impostos caríssimos e não conseguimos abastecer com mais tranquilidade os nossos veículos”, comenta a professora.

Segundo o proprietário do Posto 4 Primos, em São Lourenço, Ronaldo Castro, apesar das reduções propostas pela Petrobras, a queda no consumo vem se acumulando até 30%. Ronaldo diz que o momento de crise em que o país passa, acaba não surtindo efeito, mesmo com essas ações de redução de preços da estatal.

“Por mais que os preços baixem, isso não se reflete em clientela, as pessoas não estão usando carro como antes, preferem usar ônibus e o carro só para emergências.Hoje pagamos um preço alto pela corrupção do país. Nos últimos 12 meses tive que reduzir em 30% o número de funcionários”,lamentou o empresário que há 45 anos está neste competitivo mercado.

Mercado

Desde 3 de julho, a área técnica da Petrobras pode fazer ajustes quando achar necessário, desde que respeite um limite de redução de 7% a alta de 7%. A orientação anterior era de reajuste ao menos uma vez por mês.

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