Diego Moura faz exposição que une surrealismo e digitalismo

Seres surreais, multicoloridos e em dimensões distorcidas. Essa é a principal assinatura do artista plástico Diego Moura, que volta a expor seu trabalho ao público, agora na mostra individual “Um dedo de arte – do digital ao orgânico”, na Galeria La Salle, em Santa Rosa. A exposição fica no local até o dia 29 de abril. Os quadros de Moura vêm ganhando projeção nacional desde 2015, quando passou a compartilhar com o público uma produção artística criada a partir do auxílio da tecnologia do celular. É através do aparelho móvel que ele estuda novas formas, cores e traços – que posteriormente são transportados para a realidade orgânica com tinta e pincel.

Na exposição, o público vai poder conhecer de perto 22 obras, sendo sete criações inéditas no Rio, só apresentadas em São Paulo, em 2019. Na estética do artista niteroiense, personalidades da música brasileira e internacional, como Lady Gaga, Elton John, Anitta e Rita Lee são retratados com grandes olhos e uma boca que salta do rosto. A dicotomia entre a fama e o anonimato está presente nos trabalhos de Moura, já que ele também se inspira no homem comum. Como nas artes “O homem do cabelo amarelo”; “A menina do cabelo azul” e “O homem da noite”, todas criadas a partir da observação.

– No mundo que imagino as minhas artes, vejo famosos e anônimos na mesma linha de importância. Tento extrair do olhar das pessoas que me inspiram suas verdades, peculiaridades e sentimentos – conta Moura, que também levará para a exposição obras desenvolvidas em uma de suas viagens para Nova York, nos Estados Unidos: – É uma cidade muito estimulante do ponto de vista artístico. E, eu aproveitei isso para criar telas como “A novaiorquina” e o “Homem do Brooklyn”, essa última com dois metros de largura, a maior que já pintei.

Para a curadora da exposição, Angelina Accetta, as obras de Diego Moura dialogam com uma nova forma do fazer poético: – O trabalho do Diego tem essa poética da tecnologia. Tem como pressupostos básicos a mutabilidade, a conectividade e a interatividade. Suas obras nos oportunizam discutir sobre a cultura digital e o seu processo criativo. Ele estimula o espectador a perceber outras formas de criar ao ilustrar a ideia da humanização da tecnologia.

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