Dieese diz que salário mínimo deveria ser de R$ 5,8 mil em outubro

Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizada em 17 capitais, mostrou que, levando em consideração o preço que o brasileiro está pagando nos alimentos, o salário mínimo deveria ser de R$ 5,8 mil para conseguir se alimentar e ainda pagar outras contas. Ou seja, mais de cinco vezes o valor atual.

A pesquisa informou que o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 16 cidades e diminuiu em Recife (-0,85%). As maiores altas foram registradas em Vitória (6,00%), Florianópolis (5,71%), Rio de Janeiro (4,79%), Curitiba (4,75%) e Brasília (4,28%).

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 700,69), seguida pelas de São Paulo (R$ 693,79), Porto Alegre (R$ 691,08) e Rio de Janeiro (R$ 673,85). Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta tem algumas diferenças em relação às demais cidades, Aracaju (R$ 464,17), Recife (R$ 485,26) e Salvador (R$ 487,59) registraram os menores custos.

Com base na cesta de Florianópolis, a mais cara registrada em outubro, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a aquisição dos produtos básicos deveria ser equivalente a R$ 5.886,50. O valor corresponde a 5,35 vezes o piso nacional vigente (R$ 1.100).

Para realizar o cálculo dos custos, a pesquisa considerou uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças.

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