Dia Nacional do Sanfoneiro é instituído em todo país

O próximo dia 26 de maio seria uma data comum senão fosse a publicação da Lei nº 14.140, que que instituiu a data como o Dia Nacional do Sanfoneiro. A normativa é uma homenagem ao nascimento do sanfoneiro Severino Dias de Oliveira, conhecido como Sivuca, que levou a cultura nordestina para todo o mundo.

Sivuca faleceu aos 76 anos no dia 14 de dezembro de 2006 e não teve a homenagem em vida, mas a filha do artista, tem motivos de sobra para comemorar. “Sivuca é música, sempre foi música, em casa, fora de casa. Sivuca estava sempre tocando, ouvindo. Ele sempre foi música, desde criança”, contou a socióloga Flávia Barreto, que já tinha homenageado o pai através do livro ‘Magnífico Sivuca: maestro da sanfona’, com detalhes da infância e da carreira do músico.

Recife – Cícero da Sanfona, 75 anos, conhecido por tocar a sanfona apoiado no topo da cabeça. (Sumaia Villela/Agência Brasil)

De acordo com nota Severino Dias de Oliveira nasceu em Itabaiana, na Paraíba, e levou a cultura nordestina para o mundo. Como compositor, arranjador, instrumentista, o mestre da sanfona participou de mais de 200 discos de gêneros musicais diferentes como bossa nova, forró, choro, baião, maracatu, frevo, entre outros.

“Essa Lei é excelente! É uma profissão que não é muito valorizada e as pessoas não dão valor ao sanfoneiro. É um instrumento difícil de tocar, tem um som lindo e diferenciado. Em lugares específicos as pessoas valorizam e apreciam e as pessoas gostam de ouvir justamente esse som que é muito típico do Norte e do Nordeste”, contou Frank Azevedo, 53 anos. “O instrumento é pesado e pesa cerca de 20 quilos. O sanfoneiro é cabra da peste para aguentar o peso, sorrindo e dançando”, completou o integrante da Trilha do Forró.

Defensora da cultura nordestina Francisca Alda, empresária da Barraca da Chiquita, ficou feliz em saber dessa valorização. “O sanfoneiro dá vida ao forró com sua alegria. Eu me orgulho das canções que retratam tão bem nossas riquezas nordestinas. O forró é uma festa que anima às noites na barraca de Icaraí”, pontuou a comerciante que escolheu Niterói para divulgar essa cultura.

A cidade de São Gonçalo valoriza essa cultura e abriga a Feira Nordestina em Neves, na Rua Oliveira Botelho, com 27 barracas. Além de oferecer comidas e músicas típicas o local, Centro de Tradições Nordestinas – Severo Embaixador Nordestino, também tem espaço para artesanato, palco para show, estacionamento, academia de ginástica, quiosques e local para exposição. A programação está restrita por causa da pandemia do coronavírus.

Raquel Morais

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