Dia Nacional da Saúde será comemorado amanhã

Após um período traumático em que o mundo inteiro parou por causa da pandemia, pode-se dizer que nesta sexta-feira, 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde, é motivo de comemoração, além do reconhecimento ao trabalho feito pelos profissionais.

Profissionais da saúde que estavam acostumados com uma rotina no hospital, precisaram se reinventar e ficar longe da família, por causa da contaminação, como é o caso da enfermeira Élia de Souza, que em uma entrevista A TRIBUNA, explicou como foi esse processo.

“A pandemia foi um desafio, porque para o mundo da saúde, em relação aos cuidados de enfermagem, na época não se sabia nada sobre como evitar a doença. Foram implantados vários recursos, um deles foi o uso de roupas de proteção (capotes de mangas, máscaras, luvas, full face). Foi muito cansativo, trabalhamos horas e horas exaustos. Triste porque ficamos afastados da família para evitar contaminação. Porém, muitos pegaram Covid e infelizmente foram a óbito. Foi um momento muito difícil que mexeu com o psicológico de muitas equipes”.

Rotina dentro do hospital

O enfermeiro é uma peça fundamental dentro de uma unidade de saúde, principalmente na vida dos pacientes.“Nós realizamos os primeiros atendimentos, exames preliminares, preenchemos fichas médicas, cuidamos da higiene e conservação do local, administramos os medicamentos prescritos e monitoramos o quadro geral de saúde dos pacientes internados. Mas a rotina dos hospitais depende muito da instituição, pois cada uma tem sua rotina devido aos setores”, explica a enfermeira.

Élia cita exemplos sobre o trabalho feito dentro da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). “O enfermeiro chega, recebe plantão à beira do leito, onde ele passa para saber como está o estado do paciente, o quadro clínico. Se o paciente é uma internação recente, ele descreve o quadro clínico e assim por diante. Após receber os pacientes internados, o enfermeiro responsável organiza então o setor direcionando os cuidados a serem realizados para a sua equipe, como exames, coletas de laboratório, cuidados com a higiene, confere o carrinho de PCR, se o monitor cardioversor está funcionando corretamente, confere os materiais e equipamentos existentes dentro da UTI. Fazemos muitas coisas”.

Doenças que mais acontecem

Durante o inverno os hospitais costumam ficar lotados. A enfermeira conta que, “as doenças mais acometidas são as respiratórias, como pneumonia e bronquiolite. As crianças e idosos são as maiores vítimas dessas doenças, por causa da imunidade baixa”.

Reconhecimento da profissão

A enfermeira conta que a profissão muitas vezes não é reconhecida no país, explica que quem cuida dos doentes é a equipe de enfermagem. “Não são os médicos, como muitos pensam. Eles fazem as suas visitas muito rapidamente dependendo do lugar. Quem fica 24 horas ao lado do paciente, cuidando, levando ao banheiro, arrumando a cama, trocando fraldas, dando banho, entre outras coisas, é a enfermagem”, conta Élia.

“Mas apesar desses contratempos, ao ver os nossos pacientes melhorando e voltando para casa, sinto que mais uma missão foi cumprida”.

Dia Nacional da Saúde – A data, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária e a ter um estilo de vida mais saudável, foi escolhida em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872. Oswaldo Cruz.

Ele foi um importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias de febre amarela, peste bubônica e a varíola no Brasil. Além de ter fundado em 1900 o Instituto Soroterápico Federal, transformado em 1908 em Instituto Oswaldo Cruz, hoje Fiocruz.