Dia Internacional da Mulher terá vasta programação em Niterói

Na terça-feira (08) é comemorado o Dia Internacional da Mulher e essa semana uma série de eventos estão programados na cidade de Niterói para comemorar a data. Exposição, show, música e até rodas de conversas são alguns dos eventos dedicados para as mulheres. A Sala Carlos Couto, anexa ao Theatro Municipal de Niterói, vai abrir a exposição “Divina Elizeth”, em homenagem a Elizeth Cardoso e a TRIBUNA conversou com a diretora da sala, Teca Nicolau, sobre essa mostra.

A abertura ao público vai ser amanhã, 9, das 11h às 16h e a mostra conta com a curadoria de Teca e do cartunista e pesquisador Zé Graúna, que reuniram 15 caricaturas feitas por mulheres artistas (que fazem parte do coletivo feminino Elas por Elas).

Elizeth Cardoso por Synnöwe

A exposição ia ser feita em 2020 através de um desejo de Teca em homenagear a artista. Mas a pandemia adiou essa mostra mas esses dois anos fizeram a diretora aperfeiçoar a exposição, que ganhou fotografias, discos e muitas novidades. “Ficou muito mais completa. A Elizeth foi uma mulher, negra e que teve muita importância em muitos gêneros musicais, em especial o samba. Foi uma mulher incrível”, comentou Teca.

Elizeth Cardoso por Greice Silva

Para elaborar a mostra a diretora da Sala contou com a ajuda também do neto de Elizeth além do apoio, com imagens, do Instituto Moreira Salles. “Convido todo mundo para visitar a exposição que está linda, bem elaborada e provoca uma reflexão através de uma cronologia”, resumiu Teca.

Crédito Fotógrafo não identificado Coleção José Ramos Tinhorão Acervo Instituto Moreira Salles

A Secretaria Municipal das Culturas de Niterói informou que a Divina, Elizeth (1920 – 1990), é considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira, além de uma das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica nacional e internacional.

Crédito Fotógrafo não identificado Coleção Elizeth Cardoso Acervo Instituto Moreira Salles

As caricaturas que fazem parte da exposição são de: Andréa Paula Stelling, Claudia Sobral, Fani Loss, Greice Silva, Joseane Santiago, Karina Pereira, Liz França, Maria Rita, Pribalima, Rosana Fávero Amorim, Synnöve, Thais Leal, Thamiris Freitas, Very Saiki e Yasmin. A visitação é gratuita e pode ser feita até 30 de abril, de terça a sexta-feira, das 11h às 16h. A Sala Carlos Couto fica na XV de Novembro, 35 no Centro de Niterói.

FESTIVAL NA SALA NELSON PEREIRA DOS SANTOS

A Sala Nelson Pereira dos Santos vai realizar essa semana o Festival da Mulher com atividades gratuitas com debates e shows sempre a partir das 20h. Hoje, dia 8, terá uma roda de conversa com o tema “A mulher no século XXI – conquistas e desafios com Mônica Martelli e Preta Gil, com show logo após. No dia 9 a conversa será sobre “Papéis de gênero na sociedade: qual lugar que a mulher ocupa? Com Luana Gênot e Ana Cañas, terminando com show musical, no dia 10 terá entrega de prêmios às servidoras, fechando com apresentação da cantora Mona Vilardo. Dia 11 show com Sandra de Sá e dia 30 entrega do prêmio Inês Etienne, com Elisa Lucinda.

Mona Vilardo

“Eu acredito que a música também contribuiu para a valorização dessa mulher que muitas vezes, ao ouvir uma canção, escuta a sua própria história, principalmente nas que escolhi para o show. Ao dividir essa Semana da Mulher com mulheres expoentes da música brasileira, e que muito valorizam a nossa arte e a arte feminina, eu me sinto ainda mais representada como artista e mulher. E ainda mais, como artista de Niterói, que foi escolhida para dar voz à nossa cidade que é um celeiro de grandes mulheres artistas”, frisou Mona Vilardo.

ENTENDA A DATA

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 70. E a data marca a luta histórica por equiparação aos homens, com igualdade salarial e luta contra machismo e violência. A data escolhida foi símbolo da luta das mulheres, que em 8 de março de 1857, 129 operárias morreram queimadas dentro de uma fábrica de tecidos em Nova York. E o incêndio teria sido intencional provocado pelo dono na instituição em forma de retaliação aos movimentos de greves que as mulheres estavam fazendo na época para serem tratadas iguais aos homens.

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