Dia do Médico: Profissionais contam dores e delícias da profissão

Nessa segunda-feira (18) é comemorado o Dia do Médico e a celebração será novamente de forma online, para evitar aglomeração e disseminação da Covid-19. Em tempos de pandemia do coronavírus o peso do ‘jaleco branco’ ficou ainda mais pesado. Esses profissionais contam um pouco sobre a experiência de passar pela crise sanitária e toda a dedicação e apoio que tiveram que ter para ajudar seus pacientes nesse momento de medo, incerteza e angústia.

A celebração da Associação Médica Fluminense (AMF) será online e a tradicional missa, café da manhã e o baile não serão realizados. Mas a entrega de medalhas e títulos aos médicos que se destacaram na cidade será feita. As Medalhas Dra. Ermelinda Lopes Vasconcelos e Dr. José Hermínio Guasti serão entregues para Dra. Christina Bittar e Dr. José Luiz Rosati respectivamente; além do título para a Dra. Ilza Boeira Fellows, como Personalidade Médica do Ano.

A médica patologista clínica Christina Bittar, sabia desde criança que a medicina seria a sua profissão. “Eu brincava com potinhos coloridos e fazendo misturas para ‘analisar’, estetoscópio de brinquedo e dava injeção nas minhas bonecas. Eu sempre soube que seria médica e dentro dessa minha jornada não dimensionava o que poderia acontecer quando a pandemia começou. O laboratório, nesse contexto, se tornou um órgão fundamental e que ficou muito em evidência. Tínhamos que desenvolver diagnóstico, aumentar a escala de testagem e lidar com muita incerteza. Os médicos, nessa pandemia, arregaçaram as mangas e deram um show de trabalho e somente quem tem muito amor e vocação continuou nesse trabalho que foi muito difícil”, contou.

Amigo de profissão, o estudante de medicina, o generalista Dr. Kilmer de Moraes Castelo Branco, frisou como a relação dos médicos e dos pacientes também foi alterada. “Mudou muita coisa o que a gente fazia na medicina e se reafirmou alguns conceitos que ainda estavam em discussão no cenário médico. Na pandemia, por mais que o médico tenha uma figura muito importante na conduta terapêutica, o médico precisou muito da multidisciplinaridade. Vimos como o paciente crítico da Covid-19 melhorou por conta de uma equipe multidisciplinar. A relação médico paciente ficou muito próxima, do paciente e da família. Teve por parte dos médicos a decisão que não tínhamos embasamento científico para esse tratamento. Existiu muita humildade para aprender”, explicou o niteroiense que se forma em dezembro desse ano.

HISTÓRIA DO DIA DO MÉDICO

No dia 18 de outubro é comemorado o Dia do Médico, data escolhida em referência ao Dia de São Lucas, o santo padroeiro da Medicina. A medicina, sem dúvidas, é uma das áreas do conhecimento que exigem maior comprometimento e responsabilidade por parte do profissional. Para ser um bom médico, é fundamental um investimento constante em aperfeiçoamento, ficando sempre informado a respeito das novas descobertas científicas, conhecendo novos tratamentos e exames, além de estar atento às novas doenças que surgem a todo tempo. A relação médico-paciente é fundamental para o andamento adequado do tratamento, uma vez que o paciente sente-se à vontade para falar em detalhes o que lhe aflige. Assim sendo, é fundamental que o médico abra espaço para questionamentos e saiba explicar de maneira atenciosa e cuidadosa o que acomete cada pessoa.

Raquel Morais

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