Dia de São João será celebrado com restrições em Niterói

No próximo dia 24 será celebrado o Dia de São João Batista, padroeiro da Arquidiocese de Niterói e da cidade, além de também ser padroeiro de Itaboraí. Mas com a pandemia do coronavírus a festa em homenagem ao santo será de forma diferente, assim como tem sido com outros santos emblemáticos da cidade. O arcebispo metropolitano de Niterói, Dom José Francisco, celebrará a missa solene na Catedral São João Batista, no Centro, às 18h.

Devido à pandemia, a missa será com público reduzido e além das 18h, outros três horários terão missas: 8h, 12h e 15h. Além disso as celebrações terão transmissão pelas redes sociais da Arquidiocese de Niterói (youtube.com/arqnit) e Rádio Anunciadora.

Esse ano não terá festa na paróquia com as tradicionais barraquinhas de comidas típicas e parque infantil. Mas apesar de não ter festa a paróquia se adaptou e vai servir o tradicional Angu à Baiana, de forma delivery por R$ 20 e a retirada será no pátio da Igreja das 12h às 14h.

A Secretaria Municipal das Culturas e a Fundação de Artes de Niterói confirmaram a festa será online através do Festival Musical São João Cultural no Museu Janete Costa de Arte Popular. As apresentações serão dias 24, 25 e 26 de junho às 15h. A festividade será um compilado das lives feitas em 2020. A Prefeitura de Niterói informou que será apresentada as melhores partes dessas lives, por exemplo, o trecho da live de Caio Vargas, João Bragança e Cacá Lima para comemorar a data. A transmissão será pelo instagram do Museu: @museujanetecosta

Além de Niterói e Itaboraí a cidade de Rio Bonito também tem as bençãos de São João Batista, que é padroeiro da Paróquia que leva o seu nome. Mas a fama do santo não se restringe apenas à Região Metropolitana. São João de Meriti e São João da Barra também são cidades em que ele é padroeiro.

HISTÓRIA DO SANTO

De acordo com a Arquidiocese de Niterói São João Batista nasceu no dia 24 de junho em um cenário tão controverso, surge um homem simples, com uma importantíssima missão: preparar o caminho para a chegada do Messias.

Diz a história bíblica, que na antiga Judeia, Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. João era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. É considerado o último dos profetas nascido de uma mulher. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, “estremecendo de alegria” na presença de Maria, quando esta foi visitar a prima, Isabel. O evangelho de São Mateus fala das pregações de conversão e dos batismos que João realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó. Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo. João batizava com água. A liturgia festeja, no nascimento de São João Batista, a “Aurora da Salvação”, o aparecimento neste mundo do Precursor do Messias.

O nascimento do Precursor, seis meses antes do nascimento de Jesus, participa da grandeza do mistério da encarnação, que ele anuncia. Isso se deve, certamente, à missão única que, na história da salvação, foi confiada a esse homem, santificado, no seio da sua mãe, pela presença do Salvador, que dirá mais tarde: “Que fostes ver no deserto”… “Um profeta? Sim, Eu vos digo, é mais do que um profeta. Este é aquele de quem foi dito: ‘Eis que envio a tua frente o meu anjo que preparará Teu caminho diante de Ti, pois eu vos digo, que entre os nascidos de mulheres não há ninguém maior do que João. Mas o que é menor no Reino de Deus é maior do que ele” (Lc7, 24 a 28).

Raquel Morais

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