Dia de São Cristóvão terá uma pequena comemoração em Niterói

No próximo domingo, dia 25, a igreja católica celebra o Dia de São Cristóvão, e por mais um ano a pandemia da Covid-19 vai mudar a comemoração do padroeiro dos caminhoneiros, viajantes e motoristas. Desde os anos 50 o Centro Beneficente dos Chauffeurs de Niterói (CBCN), no Centro de Niterói, é responsável pelas celebrações na cidade com direito a missa e procissão pelas ruas do bairro. Mas no domingo terá apenas uma oração, prevista para às 15h, e a ‘capelinha’ do local já está sendo preparada para os fieis que quiserem fazer suas orações.

O Diretor de Patrimônio do CBCN, Sérgio Domingues, contou que a capela será limpa junto com a grande imagem de São Cristóvão. A capela fica dentro do CBCN, na Rua Visconde de Sepetiba, 427 no Centro de Niterói. “Não faremos a procissão e também não terá a celebração da missa. Precisamos nos proteger e evitar a aglomeração. Nossa capela estará aberta, quem quiser pode vir rezar e fazer suas orações, mas tudo deverá ser feito respeitando os protocolos sanitários. Pedimos que as pessoas usem máscara”, contou.

RIO DE JANEIRO

Mas as comemorações na Paróquia do Santo, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, serão intensas. Está marcada a alvorada de fogos às 5h30min. E ao todo nove missas estão agendadas para homenagear o santo: 6h, 7h, 8h15min, 9h30min, 10h30min, 12h, 14h, 15h e 16h. A procissão pelas ruas do bairro dará vez para uma carreata às 16h30min. Por conta do movimento que deverá ser grande em todo o final de semana a Prefeitura do Rio vai alterar o trânsito na região. A rua da Paróquia, Rua Padre Seve, entre a Rua Monsenhor Manuel Gomes e a Rua Escobar; serão interditadas às 15h de sexta-feira (23) até às 22h do domingo (25).

HISTÓRIA DO SANTO

De acordo com a Arquidiocese de Niterói a devoção a são Cristóvão é uma das mais antigas e populares da Igreja, tanto no Oriente como no Ocidente. Ele consta da relação dos “14 santos auxiliadores” invocados para interceder pelo povo nos momentos de aflição e dificuldade. Assim, o vigor desta veneração percorreu os tempos com igual intensidade, e alcançou os nossos dias. Só se tem conhecimento comprovado de que Cristóvão era um homem alto e musculoso, extremamente forte. Alguns escritos antigos o descrevem como portador de “uma força hercúlea”. Guerreiro indomável e invencível, sua simples presença era garantia de vitória para o exército do qual participava. De dia ou de noite, ficava às margens de um rio, onde não havia pontes, no qual várias pessoas se afogaram por causa da profundidade, transportando os viajantes de uma margem à outra.

Certo dia, fez o mesmo com um menino. Mas conforme atravessava o rio, a criança ia ficando cada vez mais pesada, e só a muito custo e sofrimento, conseguiu depositar, com segurança, o menino na outra margem. Então, perguntou: “Como pode ser isso? Parece que carreguei o mundo nas costas”. O menino respondeu: “Não carregou o mundo, mas sim seu Criador”. Assim Jesus se revelou a ele e o convidou a ser seu apóstolo. O gigante mudou seu nome para Cristóvão, que significa algo próximo a “carregador de Cristo”, e passou a peregrinar, levando a palavra de Cristo.

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