Dia de Santa Edwiges movimenta Niterói

Raquel Morais –

Ontem foi dia de Santa Edwiges e a capela em homenagem à santa, na Região de Pendotiba, em Niterói, ficou movimentada durante todo o dia. Barraquinhas com quitutes, almoço, missas, bençãos e procissão marcaram as comemorações da padroeira dos pobres e endividados. A festa começou com missa às 9h e seguiu com almoço para os devotos e o bolo da sorte com medalhas, como é feito com Santo Antônio. A procissão às 17h30min, seguida de missa, encerrou as atividades na capela.

O padre Denis Alves celebrou as missas e explicou a devoção à santa. “Assim como todos os santos da Igreja Católica, ela foi e é um exemplo de imitação de Jesus. É bonito quando os fiéis percebem nesses santos algo que chama atenção para também serem imitadores de Cristo. É importante promover paz e amor, que são virtudes necessárias nos dias de hoje. Ela em sua vida terrena soube abrir mão da riqueza que tinha para dividir com os pobres e por isso é conhecida como a padroeira dos endividados”, comentou.

A secretaria Fátima Poquetine depositou todas as suas orações no dia de ontem para pedir um emprego para seu marido. “Eu coloco minhas continhas e peço a intercessão dela para conseguir arcar com todos os compromissos. Peguei mais de uma medalha no bolo da sorte e acho que isso foi um sinal”, relatou, entusiasmada.

HISTÓRIA DA SANTA
Nascida no período Medieval, em 1174, Edwiges morreu em 1.243 e foi canonizada em 1.267. Foi uma mulher que marcou seu tempo. De família nobre, rica, assistiu, desde tenra idade, a miséria a tomar formas diferentes nas pessoas que conhecia, convivia e amava. Ao se casar aos 12 anos, deparou-se com uma situação completamente diferente da que estava acostumada a conviver seu marido, irmão de clérigo, mal sabia rezar. Suas devoções a Cristo e respeito à Virgem Maria não terminavam em seus horários de missa ou de oração. Entre as prolongadas ausências do marido, que saía a lutar nas guerras que dizimavam vidas, Edwiges aproveitava para visitar famílias nas maiores condições de miséria e buscar o socorro para cada uma delas. Assistindo a dor e a miséria humana, pagava as dívidas dos presidiários com o dinheiro de seu dote, cujo valor seu marido abriu mão e deixou a seu inteiro dispor. Preocupada com a situação das mulheres que perdiam seus maridos nas guerras e viam-se à mercê da sorte, passou a construir conventos em pequenos vilarejos para abrigar viúvas e órfãos. Muitas tornaram-se freiras e passaram a servir a Deus.

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