Dia da Mulher: Niterói é uma cidade acolhedora de mulheres de fibra

“Mas é preciso ter força. É preciso ter raça. É preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria. Mistura a dor e a alegria”. A música é praticamente um hino embalado pela voz do mestre Milton Nascimento e retrata milhões de ‘Marias’ espalhadas em todo o mundo. No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de Março, elas mostram ainda mais a sua força e defendem o empoderamento feminino. Nesse contexto Niterói é berço de grandes mulheres que, mesmo não sendo niteroienses na certidão de nascimento, adotaram a cidade e levam seu nome para o mundo.

Uma mistura de doçura com força. Esse é o retrato da Marilda Ormy, diretora há 21 anos do Teatro Municipal de Niterói, ícone emblemático da cultura do Estado do Rio de Janeiro. Alegre, disposta, certeira e apaixonada pelo o que faz, Marilda é um ícone no teatro. Sempre atenta a tudo que envolve o prédio histórico é facilmente encontrada durante as apresentações, em algum cantinho do teatro, vidrada e sedenta pela arte. Nasceu em Itaperuna e veio para Niterói com apenas três meses, onde literalmente considera o município o seu berço. “Meus pais vieram para Niterói e eu era recém-nascida e desde então começou minha história na cidade. Me sinto muito lisonjeada por estar trabalhando nesse teatro. Minha equipe é maioria de mulheres e eu amo subir no palco e dar boa noite para a plateia. Eu sou muito honrada de ser uma mulher na direção desse equipamento cultural. Temos que ressaltar e elevar as mulheres e tive uma cultura pouco feminista mas isso está mudando, e precisamos continuar lutando para essa ascensão feminina em todas as esferas”, comentou.

Marilda Ormy , diretora do Teatro Municipal

Há 52 anos morando na cidade, a conhecida Dona Henriqueta Henriques, 81 anos, é um ótimo exemplo do acolhimento da cidade. A nacionalidade é portuguesa mas em 2008 ganhou o título de cidadã niteroiense e isso é motivo de orgulho. “Fiquei muito emocionada pois ganhei esse título em segredo e foi uma surpresa muito grande. Eu trabalho desde jovem e isso é um empoderamento feminino. Nunca passei por preconceito por ser mulher e estar no mercado de trabalho. As mulheres brasileiras são muito guerreiras e se desdobram para cuidar do trabalho, dentro e fora de casa, além de cuidar dos filhos e maridos. Acho que o falta é mudar o pensamento dos homens e eles deveriam entender que somos iguais”, frisou.

Dona Henriqueta Henriques

Outra ‘personalidade’ que representa muito bem as mulheres é a linda Raissa Machado, 36 anos, a mais nova Rainha da cidade. Maranhense na certidão mas niteroiense de coração, a arretada beldade é símbolo da mulher brasileira e ajudou a Unidos do Viradouro a ganhar o título do carnaval carioca no mês passado. “Minha relação com Niterói é muito bonita. Eu amo a cidade, e me reconheço como cidadã dela. Vim para cá muito nova com minha mãe e meus irmãos, então minhas lembranças, meus amores, toda a minha vida está em Niterói. Como mulher me sinto muito realizada. Principalmente por ser uma mulher empoderada, ciente de que o meu lugar, bem como o da mulher, é onde nós quisermos, e poder passar essa mensagem para que outras mulheres possam se empoderar também”, frisou a mãe da pequena Nicole, de 5 anos.

Raissa Machado , Rainha da Viradouro

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