DH ouve depoimento de médico que socorreu adolescente do Salgueiro

Como o titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), delegado Allan Duarte, havia anunciado na sexta-feira passada (22), visando esclarecer detalhes da operação, realizada no dia 18, no Complexo do Salgueiro, que resultou na morte do adolescente João Pedro Matos, de 14 anos, dentro de uma residência, a especializada colheu, nessa segunda-feira (25) o depoimento do médico Bombeiro, que socorreu a vítima na chegada ao heliponto da Lagoa, na Zona Sul do Rio.

O médico socorrista responsável pelo atendimento do estudante, que havia sido baleado na ação conjunta de agentes federais e civis, deve proporcionar por parte da Polícia Civil que está a cargo das investigações, um maior esclarecimento do “passo a passo” da apuração da DHNSG. O objetivo, segundo Allan Duarte é entender como ocorreu o atendimento e se havia condições de levá-lo para um hospital próximo, no caso o Hospital Miguel Couto. O jovem foi levado de helicóptero para o Rio, onde recebeu atendimento, mas faleceu. A polícia ainda quer apurar junto ao médico a causa mortis do jovem.

Os pais do adolescente, até a tarde dessa segunda-feira (25) ainda não haviam sido ouvidos pelo delegado, e na semana passada a polícia já havia anunciado que havia apreendido as armas dos agentes que haviam participado da operação, chegando inclusiva a indicar que o projetil que atingiu João Pedro teria sido de um fuzil calibre 5.56, usado possivelmente por um agente da Core. O resultado dos exames de balística requisitados pela polícia ainda estavam sendo aguardados na tarde de ontem.

O Ministério Público abriu Procedimento de Investigação Criminal (PIC) sobre o caso. Na semana passada Allan Duarte havia revelado que, de acordo com testemunhas, os policiais estariam perseguindo criminosos, que teriam pulado o muro e invadido a casa onde estava João Pedro.

Allan Duarte também não marcou o dia para uma reconstituição da morte do jovem, no Salgueiro, acrescentando que o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público e a Defensoria Pública poderão participar reprodução simulada, ainda sem data.

O delegado também tomou conhecimento que o adolescente, antes de ser baleado ainda havia conseguido manter contato com a mãe, via celular. Ela estava numa residência próxima, no momento em que teria começado o tiroteio.

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