DH apura se celular de pastor teria sido destruído por Flordelis

Na segunda fase das investigações para elucidar o assassinato do pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em 16 de junho, a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) estaria constatando no mínimo contradições nos depoimentos dos filhos da deputada federal e cantora gospel Flordelis e seus filhos. Uma delas seria referente a localização dos aparelhos pela família, nos quais poderiam estar armazenadas informações de suma importância para esclarecer o caso.

Não há informações de que a especializada teria localizado o aparelho de Anderson do Carmo, muito pelo contrário. Houve até versões, dando conta que o mesmo teria sido jogado ao mar, sendo que anteriormente Flordelis havia se comprometido o aparelho para a polícia, fato que não ocorreu. Por sua vez, o celular de Flávio – filho legítimo da deputada, que agora se encontra preso no Complexo Penitenciário de Bangu – acusado junto com o irmão de criação, Lucas dos Santos, por envolvimento direto no crime, também não foi localizado.
Na manhã de ontem, surgiram novos informes, de que num depoimento, prestado no dia 24 de julho, outro filho adotivo de Flordelis, Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, revelou que esteve com Flordelis, na residência da família, em Pendotiba, e segundo ele teria escrito num caderno os dizeres “Nós quebramos o celular do Niel (como Anderson do Carmo era chamado na família) e jogamos na ponte Rio-Niterói”. O depoimento contraditório de Flordelis, que não sabia onde se encontrava o telefone, foi dado no mesmo dia que o de Misael. Ele afirmou ainda que o tal caderno passou pela mãos de sua mulher e mais dois irmãos. Vale lembrar que Misael teria afirmado ainda que acreditava que Flordelis teria sido a mentora da morte de Anderson do Carmo.

Na manhã de ontem, o advogado Maurício Mair, que representa Flávio dos Santos, filho de Flordelis, esteve na DHNSG, acompanhado de dois dos filhos adotivos da deputada para liberar o veículo de seu cliante que havia sido apreendido anteriormente para trabalho pericial. O veículo havia aparecido em imagens de câmeras de segurança na cena do crime. Ele voltou a dizer que vai contestar o que a titular da DHNSG, delegada Bárbara Lomba, havia afirmado logo após a transferência de Flávio e Lucas para o Rio, de que ambos teriam confessado a participação no crime. Na ocasião, a Justiça havia expedido Mandado de Prisão Preventiva contra ambos, próximo ao fim do prazo da Prisão Temporária.

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