Desvalorização do preço dos imóveis chega a 30% em Niterói

Raquel Morais

O relatório feito pelo VivaReal Dados do Mercado Imobiliário (DMI-VivaReal) apontou que Niterói está entre as 12 cidades que mais apresentaram desvalorização do valor da venda do metro quadrado de imóveis. A queda foi de 0,52% entre abril e maio e no mês passado o m² estava custando R$ 6.048. Especialistas do setor na cidade apontam quedas que variam de 15% a 30%, impactando negativamente as negociações desse segmento. Em todo o país também foi registrada queda nos valores de 0,72%, mas no Rio de Janeiro a alta foi de 0,16%.

O valor do m² em Niterói é o mais baixo dos últimos oito meses. Em outubro e dezembro de 2016 o valor mais alto foi de R$ 6.250, porém até maio de 2017 as quedas foram substanciais. O corretor de imóveis Jorge Almir explicou que percebe uma desvalorização no preço dos imóveis usados em 30% e queda de 15% nos empreendimentos novos. “Comparamos maio de 2016 com maio de 2017 e percebemos essa dificuldade em vender imóveis. A crise do Estado está diretamente ligada nessa questão”, comentou o corretor. O especialista também frisou que Icaraí é o bairro mais procurado para compra e com maior valor do m². Já o Barreto e Fonseca são os que têm o mesmo tamanho mais barato.

Em relação ao aluguel, o preço nominal médio do m² no Brasil atingiu o valor de R$ 22,78 em maio de 2017, desvalorização nominal de 9,30% em comparação com o mesmo período de 2016 (R$ 24,90). Em relação a abril deste ano (R$ 22,86), a desvalorização foi de 0,32%. Niterói foi um dos seis municípios que apresentaram estabilidade no preço do aluguel. Em abril o m² para aluguel custava R$ 20 e em maio o valor se manteve. Nos últimos oito meses o valor mais alto foi registrado em outubro de 2016, de R$ 21,54, queda de 6,97% comparando os dois meses.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), José Romeu Ferraz Neto, dificilmente a indústria da construção irá sentir uma retomada ainda este ano. “Os lançamentos imobiliários a serem feitos, bem como a ampliação dos investimentos de governo na infraestrutura e novos contratos de concessões deverão gerar novas obras apenas a partir de 2018”, afirmou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 5 =