Destino de entulho da obra na Marquês do Paraná segue indefinido

Marcelo Macedo Soares –

Com a vitória na Justiça que autorizou a continuação das obras para o alargamento da Avenida Marquês do Paraná, no Centro de Niterói, a Prefeitura deve se preparar agora para as próximas etapas do projeto. A previsão é de que as demolições sejam concluídas no mês que vem, mas a quantidade de entulho e sua destinação ainda é uma incógnita para a população e também para a administração municipal.

Segundo estudos, as construções são responsáveis por pelo menos a metade de todo entulho gerado nas cidades brasileiras. Independente do porte da obra, o responsável por ela deve cuidar para que os resíduos oriundos tenham destinação apropriada. Na construção do Túnel Charitas-Cafubá, por exemplo, cerca de 3 mil toneladas de pedras foram removidas na perfuração e 70% foram reaproveitadas na própria estrutura da Transoceânica.

Apesar de infinitamente menor, a quantidade de entulho chama a atenção de quem passa pela Marquês do Paraná, onde duas construções já vieram abaixo: o edifício que ficava no nº 230 da Rua Doutor Celestino, e o 286 da Marquês do Paraná. O próximo passo será demolir o prédio nº 294, onde 16 dos 17 apartamentos já foram desapropriados e o último está em fase final de negociação.

A reciclagem é uma das alternativas para diminuir o impacto ambiental dos resíduos. Além de representar custos menores para o responsável pela obra, a prática também é vantajosa em vários aspectos, inclusive no reaproveitamento na própria construção, como aconteceu na Transoceânica. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), por exemplo, prevê o reaproveitamento como grande fonte de matéria-prima secundária.

Antes da sanção do PNRS, em 2010, a construção civil no Brasil já contava com uma regulamentação sobre o tema através de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Apesar dos benefícios da reciclagem serem bem abrangentes, a prática ainda é pouco empregada nos canteiros no Brasil.

Procurada, a Prefeitura de Niterói informou através da Assessoria de Comunicação que não sabe a quantidade de entulho gerada pelas demolições e nem qual será a destinação final do material.

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