Desmoronamento da rocha no acesso à Fortaleza de Santa Cruz completa um mês

Nessa quarta-feira (22) completa um mês do desmoronamento de parte da encosta da Estrada Eurico Gaspar Dutra, no acesso à Fortaleza de Santa Cruz, em Jurujuba. A estrada continua interditada e parte do grande bloco rochoso ainda está no local. Na época o Exército Brasileiro (EB) garantiu que a conclusão do reparo, que faltava apenas 10%, seria feito em 12 semanas dependendo das condições climáticas, mas passados 30 dias os militares não informaram em que estágio está esse procedimento.

O bloco rochoso se desprendeu da encosta no dia 22 de junho e até dia 25 90% dos sedimentos foram retirados. Porém por ser de maior proporção e oferecer ainda risco de acidentes o restante seria retirado depois. A aposentada Ana Cristina da Costa, 64 anos, esteve no último domingo no bairro de Jurujuba e se surpreendeu com o tamanho da rocha que ficou destacada. “Eu tinha visto fotos e vídeos dessa encosta e fiquei apavorada. Mas vendo pessoalmente é mais grave do que eu pensava. Foi um pedaço rochoso muito grande que caiu e a gente pode ver isso tranquilamente pela marcação da pedra. Eu fico imaginando se alguém estivesse passando na hora. Seria uma tragédia”, frisou a moradora do Ingá.

Para essa primeira limpeza a Prefeitura de Niterói, através da Defesa Civil, orientou o trabalho junto com os engenheiros do Instituto Militar de Engenharia (IME). O EB foi questionado também sobre o acesso de funcionários e moradores do local, que estava sendo feito por barco, mas também não foi divulgado até o fechamento dessa edição.

As causas do acidente ainda não foram informadas. De acordo com a Fundação Cultural Exército Brasileiro (Funceb) a Fortaleza de Santa Cruz da Barra é o segundo ponto turístico mais visitado de Niterói. Com arquitetura impressionante, atrai turistas e pesquisadores em busca de lazer e história. Foi durante os períodos de colônia e império brasileiro a principal estrutura defensiva da Baía de Guanabara e do Porto do Rio de Janeiro. Guarnecida até os dias de hoje, a Fortaleza atrai uma média de dois mil visitantes por mês, em visitas guiadas, de hora em hora, com a duração de cerca de 45 minutos. Atualmente, é a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.

Em nota, o Exército informou que o tombamento foi de uma placa de rocha com dimensão estimada de 30 metros de comprimento e 8 metros de altura. O Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército (AD/1) desencadeou as ações necessárias para o estudo das avarias e consequente recuperação da via, atendendo as especificidades do serviço e seguindo as orientações quanto a segurança do local. Ainda segundo o informe os processos administrativos para contratação do serviço encontram-se em fase final, com previsão para conclusão dos trabalhos em setembro de 2020.

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