Desembargador nega pedido de liberdade para Glaidson Acácio

Foi negado na tarde de hoje (2) no Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos. Ele foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de montar um esquema de pirâmide financeira. O pedido foi negado pelo desembargador federal André Ricardo Cruz Fontes.

Segundo o advogado do ex-garçom, Thiago Minagé, o mérito do pedido ainda será avaliado por um colegiado de três desembargadores. “O indeferimento da liminar não significa que o habeas corpus foi negado. O mérito ainda será analisado pela turma especializada do TRF-2”, explicou Minagé.

“O corpo jurídico da empresa vai ingressar com recursos cabíveis em instâncias superiores, o quanto antes, por entender que a prisão é desnecessária e injustificável”, continua o texto. “A G.A.S. Consultoria tem a certeza de que a verdade e a justiça sempre prevalecerão e não medirá esforços para que o CEO da empresa consiga recuperar seu direito à liberdade”, conclui a empresa G.A.S. Consultoria Bitcoin em nota.

Segundo os investigadores, Glaidson, que ficou conhecido como ‘Faraó dos bitcoins’ após o escândalo vir à tona, pretendia sair do Brasil na mesma data em que acabou capturado. A informação consta no relatório da investigação. Para os policiais, uma ligação interceptada com autorização da Justiça é a prova de que o ex-garçom, que até 2014 servia mesas na Região dos Lagos, tinha a intenção de fugir.

O telefonema aconteceu na tarde de 23 de agosto, às 14h30. No diálogo, Michael de Souza Magno, apontado pela PF como um importante operador financeiro no esquema montado por Glaidson, conversa com um homem não identificado pelos investigadores. Na conversa eles falam sobre Glaidson sair do país o mais rápido possível.

Em outro trecho, os dois citam o fato de que Glaidson só estaria com a identidade civil como documento, enquanto aguardava a emissão de um passaporte com visto americano.

Os pedidos de prisão, assinados pelo procurador da República Douglas Santos Araújo e pelo delegado federal Guilhermo de Paula Machado Catramby, foram enviados à 3ª Vara Federal Criminal às 8h56 do dia 24 de agosto, menos de 24 horas após a conversa interceptada. Na mesma noite, a Justiça expediu os mandados, permitindo que a Operação Kryptos fosse desencadeada na manhã seguinte.

O relatório da PF também destaca a situação da venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, esposa de Glaidson, que também teve a prisão decretada pela Justiça, mas encontra-se foragida. De acordo com os investigadores, ela tomou um voo de Cabo Frio para o Rio de Janeiro, “sob forte esquema de segurança”, no dia 23 de junho. Após uma semana no apartamento do casal, na Barra da Tijuca, Mirelis embarcou, em 30 de junho, rumo ao México. Depois, partiu para Miami, utilizando um visto de estudante. E lá permaneceu.

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