‘Descarte ilegal’ de máscaras de proteção

Raquel Morais

Dados de ambientalistas apontam que o Brasil produziu 3,5 bilhões de máscaras desde março, o início da pandemia do coronavírus. Em todo o mundo estima-se que durante a pandemia, foram utilizadas 129 bilhões de máscaras e, assim como tudo que é produzido é também descartado, com esses equipamentos de proteções não é diferente. O descarte das máscaras de proteção também estima cuidado e elas podem até ser consideradas o novo plástico (pet), já que estão em quantitativo assustador. Outro problema é que esses materiais são considerados lixo domiciliar mas na verdade deveriam ser lixos hospitalares, que precisam de descarte certo e cuidado no manuseio.

O ambientalista Sérgio Ricardo explicou que por ano são produzidos 11,3 de milhões de toneladas de resíduos plásticos e desses apenas 1,28% é reciclado; isso coloca o país em quarto maior produtor de lixo plástico do mundo. Durante período da Covid-19 estima-se que as máscaras podem ser classificadas por lixo hospitalar sendo descartadas através do lixo doméstico o que também inspira cuidados. “O lixo hospitalar é produzido nas unidades de saúde e na pandemia, questão excepcional, essa produção é difusa. Temos que pensar em toda a cadeia de como esse lixo chega aos aterros sanitários”, contou.

A saúde dos trabalhadores que recolhem lixos nas cidades é uma questão de saúde pública. O relatório divulgado pelo especialista aponta ainda que no mundo estima-se que foram produzidas 129 bilhões de máscaras. “Fora esse ser um problema mundial, é de caráter de saúde pública e ambiental pois essas máscaras também demoram para serem decompostas no meio ambiente. Isso virou um problema global”, pontuou.

A solução apontada é o descarte do lixo, a princípio, com avisos para esses trabalhadores. “Em uma casa as pessoas poderiam juntar as máscaras em um só lixo e deixar um aviso para o lixeiro. Isso também é generoso com quem está positivo para a Covid-19. Não custa um bilhete colado no lixo”, frisou Sérgio. A dona de casa Silvana Moraes, 56 anos, tem o cuidado de separar o lixo e as máscaras. “Quando meu marido pegou Covid-19 eu deixava um bilhete no lixo avisando que na família tinha um infectado. Eu faço isso quando tem vidro quebrado também. É uma preocupação com a pessoa”, finalizou.

Sobre o descarte e a ação dos garis a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) informou que as máscaras, depois de lavadas e higienizadas, podem ser descartadas junto com os resíduos da coleta domiciliar. Vale lembrar que tanto às máscaras, como qualquer outro resíduo, deve ser devidamente acondicionado e disponibilizado para coleta apenas nos dias e horários de recolhimento do bairro.

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