Descarte de pilhas e baterias ainda é um obstáculo

Raquel Morais

“Eu jogo pilha e bateria velha no lixo doméstico. Sei da importância do destino correto mas não consigo achar com facilidade esses lugares”. Esse foi o desabafo da dona de casa Maria Aparecida Lopes, 45 anos, moradora de Niterói, que não é a única que tem a dificuldade de encontrar formas de descarte benéficas para o meio ambiente. Niterói tem cinco pontos fixos de coleta de pilhas e baterias vinculados a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) e que de março até dezembro de 2016 recolheu 300 quilos de pilhas.

O ambientalista Gerhard Sardo, 45 anos, explicou que o descarte de pilhas sem destinação adequada é prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública devido ao alto teor de metais pesados que concentra em seu interior. “Atualmente milhares de pilhas são jogadas junto às lixeiras residenciais e acumuladas nos lixões públicos ou aterros sanitários sem qualquer monitoramento ou avaliação sobre os danos ambientais que vem causando. O que tem feito os órgãos ambientais e as empresas coletoras de lixo acerca desse tema?”, explicou.

Em nota a Clin informou que a entrega de pilhas usadas poder ser feita nos pontos de entrega voluntária localizados na Engenhoca (Rua João Brasil, s/nº, em frente à Policlínica); em Icaraí (Rua Irineu Marinho, nº 466, esquina com Avenida Ary Parreiras); no Largo da Batalha (Rua Leonor da Glória, s/nº); no Cafubá (Avenida Raul de Oliveira Rodrigues , s/n); e em Itaipu (Rua O, s/nº, ao lado da estação de tratamento de esgoto). E o órgão ainda salientou que vai intensificar as ações educativas no intuito conscientizar a população em 2017.

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