Desapropriação e luta por moradia são tema do espetáculo infantil

No subúrbio de uma cidade grande brasileira, uma família é desapropriada de sua casa para a construção de uma obra pública. Sem dinheiro e sem rumo, vagam pelas ruas em busca de abrigo, até que resolvem retornar às ruínas do lugar que um dia foi sua morada, fazendo reviver os seus sonhos. Abrigo é uma peça infantil com sessenta minutos de duração, de censura livre, que através do teatro gestual e da música explora temáticas político-sociais, transitando entre cotidianos dos centros e periferias das grandes cidades.

O espetáculo tem apresentações de 2 a 11 de abril no canal do Coletivo Teatral Veredas no YouTube (http://bit.ly/VeredasColetivoTeatral) e nas páginas no Facebook do Teatro Popular Oscar Niemeyer (https://www.facebook.com/TeatroPopularOscarNiemeyer), da Albatroz Cia de Teatro (https://www.facebook.com/albatrozciadeteatro) e do Coletivo Ponte Cultural (https://www.facebook.com/coletivopontecultural).

Narrado segundo o olhar de uma criança, o espetáculo não utiliza palavras do português, mas trabalha com o “gromelô”, uma espécie de idioma criado que, para ser compreendido, precisa do apoio gestual, sonoro e imagético da cena. “Apesar de sua temática pertencer ao âmbito do chamado ‘universo adulto’, buscamos trabalhar, a partir de pesquisas, leitura e entrevistas, sob uma perspectiva da criança, o que acaba transformando as situações mais adversas e dramáticas em suporte para o jogo, a brincadeira e a poesia, sem banalizar o seu real impacto social”, afirma o diretor-geral Reinaldo Dutra.

Uma família é desapropriada para a construção de uma obra pública. Depois de vagarem sem rumo pela cidade, decidem retornar à sua antiga morada e reviver seus sonhos. Este espetáculo é uma realização do Governo Federal, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc

O Veredas Coletivo Teatral surgiu do desejo de um grupo de jovens artistas de investigar as potencialidades do teatro gestual, da pantomima e da mímica, além dos atravessamentos com a dança contemporânea, na realização de uma cena teatral composta coletivamente. Essa investigação vem acompanhada de um desejo de reflexão sobre as questões sócio-culturais e históricas acerca da formação do povo brasileiro. Abrigo é o segundo trabalho do grupo, que teve sua primeira versão no formato de cena curta, tendo obtido êxito pelos festivais por onde passou.

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