Desaparecimento em Itacoatiara: DH acredita em afogamento

Raquel Morais –

Os dois casos de desaparecimentos na Região Oceânica, da adolescente de 16 anos que fugiu da escola em Piratininga e da mulher que sumiu em Itacoatiara, foram enviados para investigação no setor de desaparecidos da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), no Centro de Niterói. O delegado responsável pelas investigações, Gabriel Poiava, ouviu o pai da jovem na manhã de ontem e também vai ouvir outros, nos próximos dias, depoimentos de familiares da dona de casa que desapareceu na prainha de Itacoatiara.

A dona de casa Monique Kelly Almeida Araújo Cardoso, de 43 anos, está desaparecida desde o último dia 8 em Itacoatiara, após ter estacionado na Avenida Beira Mar, na altura da Prainha, e ter descido o acesso à praia às 14h55min. Segundo informações da Sociedade de Amigos e Moradores de Itacoatiara (Soami), após um temporal a mulher não voltou para pegar o carro e o marido dela começou a procurar pelas ruas de Itacoatiara por volta das 18h30min. Ela teria ido ‘lavar uns cristais’, um ritual de energia das pedras, e o delegado explicou que a principal linha de investigação desse caso é afogamento. “Nesse dia o mar estava muito agitado e estamos trabalhando o fato dela ter sido arrastada pelo mar”, comentou.
Gabriel ressaltou que tem feito contato com o Instituto Médico Legal (IML) de alguns municípios, mas não teve nenhum retorno até o fechamento dessa edição.

O filho de Monique, Rodrigo Almeida, de 24 anos, está inconsolável com o desaparecimento da mãe. “Eu me despedi dela no sábado e fui para uma confraternização da faculdade. À noite meu padrasto me ligou perguntando se ela estava comigo. Começou um filme de terror. É muito agoniante ficar sem saber o que aconteceu e também não quero acreditar no pior”, contou. O jovem disse ainda que um amigo da família disse ter visto Monique caminhando na areia (na beira da água) e o mar estava muito agitado. “Uma vez minha mãe quase se afogou na praia e eu que tirei ela da água. Ela não sabia nadar e não teve reação de tentar se salvar. Eu até achei estranho isso, a sensação que tive é que ela ficou desorientada. Tenho medo de ter acontecido isso de novo com ela”, lamentou o morador de Itaipu, que tem uma irmã de 12 anos e um irmão de 15 anos.

O Corpo de Bombeiros foi questionado se as buscas por Monique serão retomadas, mas não se manifestou sobre o assunto.

ADOLESCENTE QUE FUGIU DA ESCOLA
O mesmo delegado também está investigando o caso da Izadora Miranda, de 16 anos, que fugiu da escola no último dia 11 e não voltou para casa. O pai da jovem prestou depoimento ontem sobre o ocorrido com a filha. “A adolescente já tem esse histórico e estamos trabalhando com a linha de investigação que ela teria fugido com o namorado. Estamos ouvindo pessoas da família para elucidar melhor o caso e ver o que pode ter motivado isso”, comentou o delegado Gabriel.
O técnico em segurança do trabalho, Fábio Miranda, de 43 anos, explicou que procurou novamente o namorado da filha, de 20 anos, mas não o encontrou em casa. “Quando descobri que Izadora estava namorando eu aceitei o namoro. Depois ela começou a ir mal na escola e eu proibi o namoro dos dois. Ela aceitou e não mostrou nenhuma reação mas continuou falando com ele por mensagens de celular. Eu tomei o celular dela e logo depois ela desapareceu. A irmã dela está muito triste e a mãe dela está depressiva”, contou o pai de mais dois filhos de 5 e 24 anos.

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