Desafios para quem quer viajar

A programação de viagens por conta das festas de fim de ano e do tradicional período de férias não é positiva para os niteroienses que programam um relaxamento após nove meses de isolamento social.

As viagens não são recomendadas pelas autoridades sanitárias ante o agravamento da expansão da pandemia e os desafios a enfrentar pela frente, em cidades com menos estrutura para o socorro médico-hospitalar e com as dificuldades de deslocamento rodoviário em casos de emergência ou busca de melhores centros de atendimento.

O complexo hoteleiro da Região dos Lagos já promoveu várias reuniões para anallisar a “temporada de riscos” lamentando as condições das rodovias que não receberam nenhuma melhoria ou providências para atenuar os longos engarrafamentos ou dar segurança aos passantes frente às ações dos marginais que operam nas estradas, especialmente na BR-101, RJ 116 e RJ-104.

PRECARIEDADE HOSPITALAR

Os municípios da Região dos Lagos têm registrado grande número de remoção de pacientes para grandes centros – que estão congestionados- a ponto de Araruama registrar 12 locais para onde são transferidos pacientes, especialmente para o Rio de Janeiro e Niterói.

Ararauama e Cabo Frio oferecem maior variedade de atendimento, mas as redes hospitalares locais foram preparadas para as necessidades das pessoas residentes e sem projeção de épocas de crises como a atual.

ESTRADAS CONGESTIONADAS

A BR-101 cessou, há um ano, a obra de alargamento das pistas na chegada ao Trevo de Manilha e a concessionária anunciou, em maio, o propósito de não cumprir o contrato previsto para durar até 2033 e com obrigação de realização de obras.

Existem momentos em que há forte retenção do tráfego desde a saída da Ponte e, principalmente, junto ao Trevo de Manilha, sobrecarregado com o tráfego oriundo da RJ que parte do Alcântara, habitualmente os “engarrafamentos” se destacam no trecho entre Guaxindiba e Manilha.

A opção para aliviar o tráfego seia uma via saindo um ou dois kms antes do Trevo, por dentro do bairro e passando pelos fundos do Itaboraí-Shopping, obra que deveria caber às Prefeituras de Itaborai e São Gonçalo, junto com o Estado e a concessionária, sem evasão de pedágio.

A “Via Lagos”, com o pedágio mais caro do país (38 km de rodovia), embora bem conservada, não permite rotas de fuga dos engarrafamentos. Uma delas seria antes do pedágio, numa estrada curta, mas de má qualidade, para acesso ao “Galeto” de Saguarema, ou outra mais adiante, no rumo Sampaio Correia.

A RJ-106 espera a duplicação do trecho entre os km 30 e 40 (acesso para Ponta Negra) desde os anos 70. O ex-governador Sérgio Cabral chegou a anunciar um túnel para evitar a subida pela Serra do Mato Grosso, que é perigosa em dias de chuvas. No km 40 foi feita uma mínima duplicação, que se tornou mais problemática, quando a solução seria a urbanização de uma via desde Manoel Ribeiro ao acesso para Ponta Negra.

O acesso litorâneo, paralelo à RJ-106, é estreito e não recomendado.

Já para quem se dirige à Nova Friburgo o acesso é dificil porque implica no uso da rota da Avenida 22 de Maio, no centro urbano de Itaboraí . Antes ela era uma rodovia estadual.

Precária é estrada Rio-Magé, para quem se dirige a Teresópolis. Integrante do Arco Metropolitano está com obras atrasadas em 10 anos. Ela seria importante para servir ao Comperj, desde que houvesse uma integração paralela no rumo da RJ pedagiada que se dirige para Nova Friburgo e o norte fluminense.

NITERÓI É O MELHOR LUGAR

Para quem quer proteger a sua vida, Niteroi torna-se um paraíso nas épocas de férias e nos longos “feriadões” Estima-se que um terço da sua população viaje para outras regiões, deixando a cidade vazia, salvo na Região Oceânica que recebe muitos visitantes do Rio, São Gonçalo – que não tem praias – e Maricá.

Além da oferta de praias, lagoas e de uma Natureza muito favorável a atividades de lazer, Niterói ainda é a cidade mais bem dotada para se enfrentar a pandemia.

As viagens implicam um maior contato com pessoas sob riscos.

Também é preciso se considerar as retenções ocorrerem em cidades onde operam barreiras-sanitárias, com exames preventivos ou análises de documentos para saber se as pessoas residem ou trabalham nestas cidades limitadoras do acesso.

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