Derivados da farinha de trigo devem ficar até 20% mais caros

Raquel Morais –

A alta do dólar se reflete em todas as relações econômicas mundiais e no Brasil não seria diferente. A alimentação do brasileiro também é alvo dessa cotação, que anda no maior patamar dos últimos dois anos, acima de R$ 3,60. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi) apontam que produtos à base de farinha de trigo são diretamente afetados pela moeda americana, com perspectiva de aumento de preço em 20% em massas e pães.

No Brasil, praticamente metade de toda farinha usada é importada, em sua maioria da Argentina, que também está com a safra do trigo quebrada após período de seca. A tendência é o aumento no valor em 20% de massas e pães e em 12% nos biscoitos. Mas Cláudio Zanão, presidente executivo da Abimapi, explicou que essa alteração no valor deverá ser percebida a partir de junho.

“O trigo argentino, nos últimos três meses, aumentou 50%. Esses produtos vêm sempre aumentando em valores mínimos nos últimos meses. Acreditamos que até junho vamos chegar nesses percentuais”, comentou.

O empresário da lanchonete Snack Light, Felipe Guimarães, de 35 anos, já percebeu um aumento no preço da farinha de trigo. “Consequentemente esse aumento reflete nos produtos derivados e comigo não é diferente. Eu vendo salgados e meu fornecedor já me repassou o aumento, mas eu estou conseguindo, ainda, não passar isso para os meus clientes. Mas está cada vez mais difícil manter isso”, comentou. O dono do estabelecimento apontou que a diferença no preço aumentou 15,9% para ele em um mês.

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