Deputado Fernando Salema comenta aquisição de blindados para PM

Na última semana, A TRIBUNA noticiou a aquisição de novos veículos blindados, feita pela Secretaria de Estado de Polícia Militar (PMERJ). O deputado estadual Fernando Salema (PSD) conversou com a reportagem e avaliou de maneira positiva a compra feita pela corporação. Na concepção dele, que já comandou o 7º BPM (São Gonçalo), 12º BPM (Niterói) e 35º BPM (Itaboraí), os blindados são uma garantia à segurança dos agentes.

“Hoje em dia, esses veículos blindados são uma garantia contra esses ataques dos marginais. Não é de hoje que a gente utiliza, é um estado pioneiro e sempre foram veículos adaptados para nós. Alguns que estão em circulação são bem antigos, montados em cima de chassi não compatível, o peso interfere no tipo de pneus. Mas já salvou a vida de vários policiais. Com o tempo fomos tentando um veículo mais ideal e a gente foi chegando a um padrão mais próximo da nossa realidade. É a garantia que a gente tem para oferecer aos policiais”, explicou.

Em relação ao processo licitatório que sagrou a empresa Combat Armor do Brasil, o parlamentar revelou não conhecer maiores detalhes, mas acredita que a escolha tenha levado em conta fatores como manutenção e facilidade em se conseguir peças de reposição. De acordo com o deputado, o Estado já teve experiências infrutíferas com fornecedoras anteriores.

“A gente já teve outras experiências tristes no Estado com aquisição de blindados. Alguns não têm peças de reposição, tudo era mais difícil. Todos esses itens foram levados em consideração, manutenção, reposição de peças, é um conjunto, são vários itens. Se uma empresa leva vantagem em um item, mas no conjunto a outra é vencedora, tem que ser a que vai fornecer melhor”, prosseguiu.

Salema observa que São Gonçalo possui uma necessidade especial para receber os novos equipamentos. Contudo, ele pondera ainda não saber como vai funcionar a logística de distribuição dos novos veículos. “Há uma ideia que o blindado fique subordinado ao CPA. Não sei se o critério vai ser esse ou se cada unidade vai ter o seu. Por aqui quem mais utiliza é o 7º e o 12º, que têm aqueles modelos antigos. A área do 7º é muito mais conturbada, em nível de prioridade precisa mais do que a própria Niterói”, completou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

onze − 5 =