Deputado da Alerj fala que a “política é arte de deixar todo mundo p…”

Alexandre Freitas deu a declaração durante fala sobre a votação do novo RRF

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) segue discutindo até o momento sobre o Novo Regime de Recuperação Fiscal do Rio de Janeiro. E em meio a muitas falas, a do deputado estadual Alexandre Freitas (sem partido) ganhou destaque na sessão desta terça-feira (5).

Ao comentar sobre o tema, ele afirmou que aprendeu que a política seria a “arte o consenso diante do dissenso”. Mas declarou que “na verdade, seria a arte de deixar todo mundo p…”. Na sequência ele falou sobre o “peso” do estado do Rio “no bolso do contribuinte”, que é de 72% do orçamento, segundo Freitas, com pagamentos de ativos e inativos. Além disso, o político declarou que o custo previdenciário é de 42%.

“Para se ter ideia, 55% dos royalties do petróleo para ir ao bolso de menos de 3% da população fluminense. Eu entrei nesse parlamento para defender o servidor que gosta de trabalhar. E tem muitos profissionais que entendem que o serviço público é uma vocação. Mas eu aprendi que para cada servidor que trabalha de verdade, tem outros dois vagabundos que não gostam de trabalhar. E entendem o dia da posso como o dia da sua aposentadoria. É um escárnio com a população que paga a conta desse estado ver pessoas se aposentando com menos de 62 anos, se for mulher, e com 65 se for homem”, declarou Freitas, questionando o “privilégio” que o servidor público tem de se aposentar antes de quem é assalariado.

Aprovação da PEC 63

Enquanto a discussão segue acontecendo sobre o novo RRF, a Alerj votou a Proposta de Emenda Constitucional de número 63, que trata a respeito da mudança no regime de aposentadorias. Segundo a proposta enviada pelo governo à Casa Legislativa, a idade mínima de aposentadoria igual à da União e da iniciativa privada. Ou seja, 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Além disso, outra medida é a contribuição de inativos que ganham abaixo do teto do INSS, sendo que isso foi excluído do texto após o acordo.

A PEC foi aprovada por 52 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção, que foi justamente a do deputado estadual Alexandre Freitas, que declarou sobre ficar “p… com a arte da política”.

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