Depressão é o foco do Dia Mundial da Saúde

Raquel Morais –

Nesta sexta-feira (07) é comemorado o Dia Mundial da Saúde de 2017 e esse ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”, em português) para discutir o tema. A iniciativa visa chamar atenção para o assunto, que envolve questões como depressão e a baixa qualidade de vida. Dados da instituição apontam que mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a doença em todo o mundo.

Números do Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica apontam que cerca de 30% das pessoas que procuram tratamentos para emagrecer apresentam algum grau de depressão. A pesquisa apontou também que a vida sexual e financeira dos ex-gordinhos melhorou após a cirurgia. Cerca de 40% dos pacientes afirmaram que a vida sexual passou de ruim para muito boa, além de perceberem aumento de mais de 30% na renda familiar. “O paciente obeso chega, na maioria dos casos, com baixa autoestima, vítima de preconceitos, muitas vezes sem trabalho, com problemas nos relacionamentos e dificuldades até mesmo para fazer sua higiene pessoal. Trabalhamos com eles a mudança de pensamento. A mudança de hábitos precisa começar antes de algo tão radical como um procedimento cirúrgico”, explicou a psicóloga Jacqueline Machado.

Além da obesidade outros problemas relacionados a saúde também devem ser amplamente discutidos. O especialista em musculação e treinamento de força, Felipe Fagundes Moore, informou que em seu estúdio, que fica em Icaraí, cerca de 80% dos alunos são oriundos de uma preocupação com a saúde em primeiro lugar. “A estética acaba ficando em segundo plano. As pessoas procuram por livre vontade ou por indicação médica. São inegáveis os benefícios que a atividade física proporciona, desde controle de taxas alteradas até o aumento da autoestima e disposição”, comentou.

E quando o assunto é disposição a professora Irene Kollina, de 52 anos, reconhece os pontos positivos que a atividade tem em sua saúde. “Sempre me alimentei muito bem e sempre gostei de praticar atividades físicas. Mas de uns anos para cá eu vejo o quanto é importante essa regularidade. A coluna não é mais a mesma e a disposição também diminui. Faço duas vezes por semana uma atividade, no caso treinamento funcional, e sei que o ideal seriam três vezes. Mas já sinto as mudanças no corpo, além do bem-estar”, comentou a niteroiense que já fez yoga e pilates.

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