Denúncias crescem em Niterói e São Gonçalo

Augusto Aguiar –

Se a “denúncia é a arma do cidadão” o niteroiense e o gonçalense estão praticamente empatados no desejo de ajudar os batalhões de suas cidades, informando os locais e modalidades de crime para mapeamento e combate à violência (respectivamente 19,9% e 19,7%). No primeiro trimestre desse ano, o número de denúncias, de acordo com dados estatísticos do órgão, cresceu na ordem de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. “Todo resultado positivo, os números de denúncias recebidas, só são possíveis diante da participação da população que, ao entrar em contato com o Disque-Denúncia, seja através da central 2253-1177 ou pelo nosso aplicativo, abastece nosso banco de dados com informações importantes para elucidação dos casos informados, contribuindo com o trabalho da polícia”, informou o órgão em nota.

Referente ao primeiro trimestre de 2016, 225 denúncias dos mais variados tipos de crimes em Niterói foram encaminhadas no mês de janeiro ao Disque Denúncia. Em fevereiro, foram 207, e março, 225 (total 657). No mesmo período dese ano foram 255 em janeiro, 237 em fevereiro e 296 em março (total 788), com aumento de 19,9%. O levantamento aponta ainda que o maior número de informes anônimos em Niterói, no primeiro trimestre de 2017, se refere aos crimes de tráfico de drogas, com 90 ligações (aumento de 275% de denúncias em relação a 2016). O tráfico correspondeu a 11,42% da totalização de delitos. Na mesma cidade, o uso ilegal de serviços públicos veio logo a seguir, com 18 informes (zero em 2016), seguido de estelionato (12/zero em 2016), barulho (10 contra 9 em 2016), violência contra mulher (8 contra zero em 2016), veículos abandonados (7/7) e roubos/furto a transeuntes (7/0), posse ilícita de armas de fogo (5/0), baderna/má conduta de motoristas e cobradores (4/0) e violência contra o idoso (4/1). Em janeiro, fevereiro e março desse ano, as regiões de onde partiram mais denúncias de delitos, que servem de material para mapeamento, averiguação, ou abertura de ocorrências das polícias Civil e Militar foram: a Zona Norte – Fonseca (31), Engenhoca (14), Caramujo (14), e Barreto (8) – com 8,5% da totalização, seguido da Zona Sul – Icaraí (16) e Santa Rosa (7) – com 2,79% do total. Vale ainda ressaltar que partiram outros 20 informes do Centro, Itaipu/Região Oceânica (15), Piratininga/Região Oceânica (12), Sapê (9), Atalaia (6) e Pendotiba (6).

Até praga de ratos e insetos vira alvo de denúncia anônima
Com relação a cidade vizinha de São Gonçalo, o primeiro trimestre do ano passado resultou em 2.084 informes para ao Disque Denúncias repassadas ao batalhão da área – janeiro (767), fevereiro (588) e março (729) – 19,7% menos do que o mesmo período desse ano (2.496), janeiro (837), fevereiro (787), e março (872). Os bairros com maior incidência de informes anônimos foram: Boaçu (68), Jardim Catarina (45), Tribobó (30), Mutuá (27), Itaúna/ Complexo do Salgueiro (26), Alcântara (24), Maria Paula (22), Sete Pontes (21), Sacramento (21), e Guaxindiba (19). O crime de tráfico de drogas, com 335 chamadas, correspondeu a 13,4% das denúncias em comparação a outras modalidades de delitos. Outras denúncias: “uso ilegal de serviços públicos” (89), “violência contra a mulher” (36), “veículos abandonados” (23), “posse ilícita de arna de fogo” (23), “barulho” (17), “roubo/furto a transeuntes” (13), “praga de ratos e insetos” (11), “extorsão simples” (10), e “roubo de veículos” (9).

“Destaque nos resultados alcançados junto ao Disque Denúncia, no mês de março de 2017, o 7° Batalhão tem buscado cada vez mais estreitar os laços com a população. A marca alcançada traduz verdadeiro motivo de orgulho para o Comando da Unidade e certamente para sua tropa. Sempre na vanguarda, este serviço que garante o anonimato do denunciante, e tornou-se uma importante e indispensável ferramenta a serviço da segurança pública, pelo cidadão fluminense, e inquestionável patrimônio da sociedade do Rio”, agradeceu nas redes sociais, o coronel Ruy França, o trabalho desenvolvido pelo Disque Denúncia.

No ranking geral das denúncias dos municípios do estado, São Gonçalo ocupou a segunda maior participação do cidadão no primeiro trimestre de 2017, com 2.622 denúncias, só superado pelo muncípio do Rio (10.902 denúncias). Niterói ocupou a sexta posição, com 788 informes, e Itaboraí a nona (426). As denúncias foram encaminhadas através da central 2253-1177 e do aplicativo Disque-Denúncia Rio.

One thought on “Denúncias crescem em Niterói e São Gonçalo

  • 16 de abril de 2020 em 22:45
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    Moro em São Gonçalo próximo ao bairro do Alcântara e preciso saber qual a real situação do porquê o prefeito de São gonçalo não esta tomando nenhuma providência sobre a abertura de comércio do fonte o de Alcântara q esta com 70% dos estabelecimentos funcionando e q não fazem parte do comércio essencial q são bares ,restaurante e lanchonete q estão funcionando sem nenhuma fiscalização e com muita aglomeração podendo assim aumentar o numero de casos da covid19

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