Delegado promete ‘pente fino’ na banda larga da Região Oceânica

Depois do atentado que destruiu uma central técnica da empresa Leste Telecom, na semana passada, em Itaipu, Região Oceânica de Niterói, a Polícia Civil ainda trabalha com as possibilidades que levaram ao ataque. O próximo passo da investigação é descobrir, entre as prestadoras que atuam na região, quais delas possuem autorização para operar.

Segundo o delegado Fábio Barucke, titular da 81ª DP (Itaipu), responsável pelo inquérito, a distrital enviou um ofício à Enel, concessionária de energia elétrica, solicitando a lista de operadoras credenciadas. Isto foi feito porque qualquer empresa de telefonia precisa ter autorização da Enel para funcionar. Dessa forma, será possível fazer um “pente fino” nas prestadoras de serviço de telecomunicação que atuam na Região Oceânica.

“Fiz um ofício para a Enel. Toda empresa de internet que funciona em qualquer área tem que ter autorização da Enel, então pedi para eles me informarem quais empresas de internet trabalham lá. Eu tenho uma lista de empresas que trabalham lá. Assim que a Enel informar aquelas que não têm autorização, vamos fazer uma operação em conjunto para fechar as que não estão credenciadas”, disse.

Sendo assim, uma das linhas trabalhadas pela investigação como possível motivação para o ataque é a retaliação por parte de empresas não credenciadas que estariam insatisfeitas com a perda de clientes para a Leste Telecom. Além disso, Fábio Baruckie confirmou que já colheu o depoimento de um dos sócios da empresa que foi vítima do ataque.

Caso está sendo investigado pela 81ª DP – Foto: Arquivo/Marcelo Feitosa

“Ouvi o sócio da Leste Telecom. Há uma possibilidade de retaliação de outras empresas de internet que estão lá, insatisfeitas com a perda de clientes para a Leste. Abri uma possibilidade desse caso específico ter sido isso, mas ainda é muito prematuro para dizer [se foi essa a motivação]”, completou.

Ainda de acordo com o delegado, a distrital não conseguiu identificar o autor do ataque. O que se sabe é que, no momento do crime, ele estava sozinho em uma moto quando atirou três coquetéis molotov contra o imóvel. Dois deles explodiram, danificando sete carros. Barucke também afirmou que existe a suspeita de que as empresas clandestinas pagam taxas ao tráfico de drogas para operar na região.

Empresa segue funcionando

Após os casos de intimidação a técnicos de internet, que estariam acontecendo na Região do Engenho do Mato e o atentado a uma central telefônica, a empresa Leste Telecom, por meio de um representante de seu departamento jurídico, se posicionou sobre os acontecimentos. O representante ainda endossou que a Leste não é a única prestadora a ser alvo de intimidações por parte de criminosos que buscam garantir a hegemonia do “gatonet”, que é o serviço clandestino de internet.

“A gente não vai parar de atender a região. Algumas ruas infelizmente não terá como atender porque os funcionários não estão entrando e não tenho como obrigar ninguém. Existem condomínios lá dentro que só tem uma opção agora. Mas as operadoras estão colocando que não tem cobertura mais”, disse.

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