Delegado da Polícia Federal é enterrado em Niterói

Giovanne Mendes

Muita emoção e tristeza no velório e enterro do delegado da Polícia Federal Adriano Antônio Soares, de 46 anos, morto a tiros após uma discussão em uma casa noturna em Florianópolis, em Santa Catarina na madrugada desta quarta-feira. Os policiais estavam na cidade participando de um curso da instituição. A cerimônia foi realizada ontem por volta das 16h no cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, na Região Oceânica, e contou com a presença de cerca de 300 pessoas entre familiares, amigos e colegas da PF.

O ex-comandante do 12° BPM, coronel Fernando Salema, contou que durante o tempo em que o delegado Adriano trabalhou na PF em Niterói, uma grande amizade surgiu entre os dois. Segundo Salema, o delegado era um grande defensor das leis e a fazia cumprir a todo custo.

“O delegado Adriano era um profissional de primeira linha, nunca fez nada que desabonasse a sua carreira. Ficamos amigos e tenho a certeza de que essa barbaridade será esclarecida e o culpado sofrerá o peso das leis”, comentou Salema.

Amigo da família, o advogado Marcos Bragança relembrou a amizade com Adriano.

“Perdi o meu irmão, estou destruído. As nossas famílias são amigas desde sempre e crescemos praticamente juntos, ele inclusive seguiu a mesma carreira que o meu pai. É muito triste tudo isso”, lamentou.

Emocionado com a perda de uma amizade de 20 anos, que começou quando os dois ingressaram na Polícia Federal, o Chefe da PF em Macaé, Felício Laterça, se diz extremamente abalado com essa tragédia. Segundo ele, mais do que a perda de um colega de profissão, o dia de ontem marcava também o fim de uma linda história de amizade e respeito entre os dois.

“Tenho certeza que o Adriano não sabia, mas ele já nasceu um policial. Tinha ética e buscava sempre a verdade. Ele era um homem com uma alegria extraordinária. Eu perco um pouco da minha alegria com a partida dele. Era um homem destemido, valente, apaixonado pela família e todos aqui prestam essa linda homenagem para ele. Saibam todos que ele prestou excelentes serviços à Polícia Federal, principalmente em Niterói, cidade onde ele nasceu, foi criado e fez grandes amigos e cidade esta que ele era apaixonado, perdemos sim, todos nós perdemos, inclusive a sociedade”, concluiu.

Elias Escobar, de 60 anos, delegado que trabalhou em Volta Redonda e que atualmente estava lotado em Niterói, também morreu a tiros na briga. Ele será sepultado hoje às 11h no Cemitério Municipal de Barra do Piraí, cidade natal.

Investigação

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Santa Catarina, com apoio da Polícia Federal. Ao menos outros dois homens estariam envolvidos na briga. Nenhum suspeito foi detido. O motivo da discussão na casa ainda não foi informado.

Violência ao lado

Pouco tempo antes do início do velório do delegado da Polícia Federal, Adriano Antônio Soares, familiares e amigos foram surpreendidos com barulhos de tiros que vinham da favela da Galinha, que fica atrás do Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba. Uma operação foi realizada no local para coibir o tráfico de drogas na região e durante os conflitos entre policiais militares e bandidos houve troca de tiros e um traficante foi morto com um tiro na cabeça. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *