Delegada não descarta investigar Flordelis por morte de pastor

Augusto Aguiar –

A segunda fase da investigação sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo, ocorrido no dia 16 de junho, já está em andamento. Foi o que garantiu, na manhã desta quinta-feira (15), a titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), delegada Bárbara Lomba, durante entrevista coletiva. Segundo ela, a primeira fase do trabalho investigativo terminou com a transferência de Flávio e Lucas dos Santos, filhos da deputada federal e cantora gospel Flordelis, para o presídio de Benfica, Zona Norte da cidade. Eles tiveram o pedido de Prisão Preventiva aceito pela Justiça, por homicídio qualificado.

“Se encerrou o inquérito, mas há fatos a serem esclarecidos ainda. Há possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas e serem investigadas. ”, afirmou referindo-se à deputada federal.

Para a imprensa, Bárbara Lomba afirmou que o indiciamento dos filhos de Flordelis foram baseados em confissões de Flávio e Lucas, fato que inicialmente havia sido negado por advogados. A delegada explicou que Flávio confessou ter efetuado os disparos que mataram Anderson do Carmo e que Lucas, por sua vez, admitiu que teria providenciado a arma do crime (pistola), que foi comprada por R$ 8 mil ou R$ 9 mil. Bárbara Lomba, também quando questionada, afirmou que em nenhum momento advogados defesa contestaram essas confissões ou tentaram mudar o panorama do que os acusados haviam admitido ter feito. Todo o contexto familiar será investigado e a deputada (Flordelis) poderá ser investigada, também. Até o momento, ninguém está descartado. Sabemos que há uma motivação global nesse homicídio, não apenas do Lucas e do Flávio. Essa ação criminosa não se encerra neles dois”.

Outro motivo do indiciamento teria sido o fato que, durante o trabalho de perícia na arma encontrada, na casa de Flordelis, os policiais encontraram um pelo, que as análises comprovaram ser de Flávio dos Santos. A polícia acredita que a motivação da trama e morte do pastor Anderson do Carmo tenha sido algum desentendimento relacionado a a administração de bens, o que foi adotado como principal linha de investigação.

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