Delegacias e batalhões não conseguem frear a violência

Augusto Aguiar –

Com exceção de duas delegacias, que abrangem as áreas do Centro de Niterói (76ª DP) e parte da Zona Sul da cidade (77ª DP/Icaraí), as demais que cobrem os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá apresentaram elevação nos índices que representam a modalidade de crime definida como “roubo de rua” – somatório de roubos a transeuntes, de celulares e de coletivos. Os números ficaram evidenciados no mais recente levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgado na terça-feira. Também pelo levantamento do ISP ficou evidenciado que, à exceção de cinco batalhões dos 39 do estado, os demais não atingiram as metas de contenção da violência para o primeiro semestre.

Na 71ª DP (Itaboraí), por exemplo, a incidência dessa modalidade de crime cresceu de 125 ocorrências, em junho de 2017, para 162 no mesmo período desse ano. Em São Gonçalo, o desafio para a Segurança Pública não é diferente. Na 72ª DP (Mutuá) os roubos de rua passaram de 305 ocorrências em 2017 para 378 em junho deste ano. Na 73ª DP (Neves) e na 75ª DP (Rio do Ouro) o crescimento foi estrondoso. Enquanto a primeira saltou de 228 registros em 2017 para 358 em junho deste ano, a segunda passou de 155 ocorrências para 317, mas que o dobro. Já a 74ª DP, que cobre a região de Alcântara, houve aumento, porém mais comedido: de 277 casos em junho de 2017 para 287 este ano.

No Centro de Niterói (76ª DP) houve queda no número de registros no mesmo período, 105/76; e na 77ª DP (Icaraí) ocorreu o mesmo fato, 73/61. A sequência de elevação em Niterói foi registrada na Zona Norte, 78ª DP (Fonseca), 118/125; indo para outra parte da Zona Sul e Região de Pendotiba, 79ª DP (Jurujuba), 30/45; e na Região Oceânica, 81ª DP (Itaipu), 44/77; até atingir a cidade de Maricá (82ª DP), área de abrangência do 12º BPM (Niterói), através da 6ª Cia, 61/71.

Os números do ISP de junho serviram também para outra preocupante conclusão: os batalhões do estado, quase na sua totalidade, não atingiram as metas fixadas para redução da criminalidade, com base em cada região, pela Secretaria de Segurança, no fechamento do primeiro semestre. Em São Gonçalo, a meta fixada foi de 239 ocorrências para os crimes de letalidade violenta (somatório do número de vítimas de homicídios dolosos, lesões corporais seguida de morte, latrocínio e auto de resistência), mas totalizou 285 registros no período. No 12º BPM (Niterói) a meta estabelecida foi de 110, mas a quantidade crimes somou 125, e no 35º BPM (Itaboraí) a meta era de 75, mas fechou em 134.

Com relação à incidência de roubos de veículos, a meta fixada para a região de São Gonçalo (7º BPM) foi de 2.647 no semestre, quando o número final foi de 3.450. No 12º BPM a meta estabelecida foi de 1.045 e totalização foi de 1.225, e no 35º BPM os números deveriam ficar em 516, mas chegaram a 936. Nos roubos de rua mais uma vez, segundo o levantamento, as metas não foram batidas, apresentado os seguintes resultados: 7º BPM (3.128/3.576); 12º BPM (1.382/1.534); e 35º BPM (559/630).

Em todo o estado, apenas cinco dos 39 batalhões conseguiram bater as metas dos três indicadores: 5º BPM (Praça da Harmonia), 20º BPM (Mesquita), 27º BPM (Santa Cruz), 10º BPM (Barra do Piraí) e 30º BPM (Teresópolis).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × três =